Erros que acontecem na emissão de certificados

O certo seria você calibrar um instrumento e identificar os erros da sua escala, mas muitas vezes ocorrem erros no conteúdo deste documento.

Eu sou Mauro Duarte e tenho 25 anos de experiência em Laboratórios credenciados pelo INMETRO e já precisei analisar o conteúdo e avaliar milhares de certificados. Vou neste breve artigo relatar para vocês os principais problemas que podem ocorrer neste processo.

Termos e Siglas: Utilize os mesmos termos e siglas adotados pelo VIM – Vocabulário Internacional de Metrologia e da norma de calibração.

Criação do modelo: É muito importante após criar o certificado revisar se o mesmo contém todas as informações requeridas não somente pela norma de gestão (ISO 17025), mas pela norma específica de calibração, pois se o modelo estiver errado certamente muitos certificados serão emitidos erroneamente até que alguém perceba o problema;

Validação e proteção: Após inserir as fórmulas é preciso validar se os mesmos foram elaborados corretamente;

Proteção: É importante impedir o acesso ao conteúdos e fórmulas dos certificados, ficando livre para digitação somente os campos necessários para a sua execução;

Transcrição de dados: Evite “anotar a mão” e depois digitar sempre que possível integre o equipamento com a sua planilha/certificado;

Identificação: Muitas vezes o número gravado no instrumento não está bem legível e isto pode gerar erros nos certificados, cabendo ao executor da calibração dar uma atenção especial para este requisito.

Padronização: Normalmente as empresas utilizam siglas, ponto, hífen ou barra ao definir o padrão de numeração e é necessário que no certificado conste exatamente o que esta gravado no instrumento, sendo que até mesmo um espaço indevido pode gera problemas, principalmente na localização do instrumento em um software por exemplo.

Rastreabilidade: Não tem coisa pior do que calibrar um instrumento com um padrão vencido, mas acredite que isto ocorre com uma frequência maior do que se pensa. O gestor deve estar atento aos prazos de calibração mas também precisa garantir que o modelo de certificado seja atualizado.

Unidades: Alguns laboratórios misturam a unidade de medida que consta no certificado com valores percentuais de incerteza o que acaba gerando dúvidas e erros para a pessoa que irá posteriormente avaliar o certificado. Já constatei isto com uma certa frequência em certificados de manômetros, vacuômetros e transdutores de pressão.

Número de casas decimais: É preciso definir a incerteza a ser apresentada e respeitar o número de casas decimais, tanto nos resultados, quanto nas incertezas relatadas.

Incerteza de Medição: Já verifiquei certificados no qual não constava a incerteza de medição. Este problema é muito grave, pois um certificado sem incerteza não tem validade ou pior ainda, já encontrei certificados com incerteza “zero”, penso que só pode ter sido problema de arredondamento no Excel.

A falta de incerteza de medição é muito comum em Certificados de Controle Dimensional de peças, pois muitos técnicos desconhecem esta necessidade, achando que apenas certificados de laboratórios externos precisam ter os seus resultados com as respectivas incertezas.

Você pode complementar esta minha lista considerando fatos que você já vivenciou.

Forte Abraço!

A importância de um certificado de calibração qualificado

Olá

A calibração dos instrumentos é de extrema importância no processo de controle e garantia da qualidade e o Certificado que expressa os resultados de deve ser muito bem elaborado e avaliado.

Mas afinal, o que é o certificado de calibração?

Trata-se de um documento oficial, originado a partir da atividade de Calibração, emitido por um Laboratório reconhecido e acreditado pelo Inmetro e com informações padronizadas pela norma NBR ISO/IEC 17025.

É muito importante que você fique atento se os seus certificados atendem aos requisitos normativos, evitando assim não conformidades.

A minha dica é que você utilize laboratórios acreditado pelo INMETRO, mas mesmo assim podem ocorrer eventuais falhas de conteúdo ou identificação.

Você irá precisar se preparar muito bem para avaliar e conferir na integra o certificado que o laboratório está lhe fornecendo.

E para isto criamos a nossa Lista de Verificação do Certificado de Calibração que você já deve ter recebido ao se cadastrar nos nossos canais.

Caso não tenha recebido nos solicite agora mesmo.

Qual a real importância do Certificado de Calibração?

Conforme o VIM – Vocabulário  Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia a calibração representa o conjunto de operações que estabelece, sob condições específicas, a relação entre os valores indicados por um instrumento de medição, sistema de medição ou valores representados por uma medida materializada ou material de referência, e os valores correspondentes às grandezas estabelecidas por padrões.

Podemos simplificar e dizer que “calibrar” significa levantar a curva de erro do instrumento e quando possível o ajustar.

O trabalho de calibração relata as condições reais do equipamento e não garante que o mesmo esta adequado ao uso pretendido, precisando ser realizada uma avaliação quanto a sua adequação ao uso.

Você sabia que você pode ter um instrumento da melhor marca e calibrado no melhor laboratório e com erros máximos dentro das especificações de norma e mesmo assim o instrumento não atender as suas necessidades?

Sim isto é verdade, pois irá depender principalmente da resolução do instrumento e das tolerâncias e especificações do seu processo.

Você precisa estar fortemente preparado não somente para escolher o instrumento certo, mas também para avaliar o certificado.

Não existe um instrumento perfeito e todos podem ter erros que ocorrem em função de sua construção e desta forma temos que em intervalos previamente estabelecidos, avaliar se os instrumentos apresentam resultados confiáveis e adequadas para que possamos tomar decisões.

Na avaliação do certificado você irá utilizar a maior soma de erro e incerteza e também é recomendável utilizar outra fontes de incerteza que possam influenciar nos resultados das medições, tais como:

Trena: Além do erro e incerteza do laboratório é uma fonte de incerteza a diferença da folga e da espessura do encosto;

Balança: Além do erro e incerteza o erro de excentricidade;

Micrômetro: Além do erro e incerteza é recomendável considerar os erros de paralelismo e planeza dos contatos.

Utilizei apenas estes 3 instrumentos como exemplo mas você que deseja se especializar no assunto poderá considerar outros fatores, tais como resolução, repetitividade e reprodutibilidade, linearidade, estabilidade, robustez… entre outros fatores que podem impactar nos seus resultados.

Você pode pensar que desta forma vai ficar complicado e reprovar tudo, mas eu te garanto que é preferível reprovar o instrumento para um processo e utilizar em outro com tolerâncias maiores do que reprovar lotes de peças produzidas não conformes por falta de qualidade na avaliação do certificado.

Outro ponto a se considerar é que teremos apenas um trabalho inicial para elaborar as planilhas que irão automatiza o estudo e desta forma o tempo será praticamente o mesmo do que se você usar um critério mais simplificado.

Então é isto! Fique muito atento ao conteúdo do certificado e a forma que o mesmos será utilizado.

Porque não disseram isto antes

Olá

Você já precisou analisar certificados de calibração e ficou assustado (a) por não saber quais informações à serem consideradas para determinar se o instrumento está adequado ao uso desejado?

Perdeu tempo contatando com o laboratório de calibração para obter ajuda nesta análise e mesmo assim ficou com dúvidas?

Saiba que muitos profissionais passaram por isto e outros ainda tem este problema, mas o pior não é isto, pois grande parte destes profissionais pagam um alto valor por uma calibração e após não consideram uma boa parte das informações por na verdade não saberem o que fazer com os resultados que recebeu.

Eu sou Mauro Duarte e tenho 25 anos de experiência em Metrologia e Qualidade e irei neste artigo lhe fornecer 7 passos fundamentais para que você melhore a sua performance nesta atividade ou possa orientar melhor a sua equipe.

É fato que existem muitos tipos de instrumentos e normas de calibração e consequente temos certificados com siglas e conceitos específicos que complicam ainda mais a situação.

Então, o primeiro passo é o seguinte:

1 – Realize um Mapeamento do Cenário:

Identifique quais os tipos de instrumentos que você possui e monte a sua “Cola”… Consiste em você criar uma pasta física ou virtual, contendo um exemplo de cada certificado que você possui na sua empresa.

2 – Aplicação:

Descubra quais as aplicações que este instrumento possui na sua empresa e qual a forma que ele é utilizado. É triste dizer isto mas muitas vezes você irá se depara com uma situação adversa na qual você irá descobrir que a capacidade ou resolução do instrumento não irão atende adequadamente a necessidade do seu processo devido ao fato de ter sido comprado no passado de forma equivocada.

3 – Tolerâncias:

Você irá saber quais as tolerâncias “mais apertadas” das peças ou processos que o instrumento controla e neste momento não esqueça a regra dos 10 do MSA para garantir novamente se está utilizando o instrumento certo.

4 – Normas e Publicações:

Estude a norma de Calibração e publicações do INMETRO referente ao instrumento em questão para saber mais sobre o instrumento e se preparar para calibrar internamente ou para qualificar o laboratório que irá calibrar externamente. Na grande maioria dos casos fica mais viável terceirizar a calibração.

5 – Escolha dos Laboratórios:

No site do INMETRO você irá encontra quais os laboratórios credenciados para executar a calibração e ao optar por um destes laboratórios você irá usufruir de um laboratório que executa calibrações de forma normalizada na qual a sua calibração e emissão do certificado já foram auditadas por um especialista. Caso você utilize um laboratório apenas rastreado é fundamental que você mesmo o avalie, conforme a norma ISO 17025.

6 – Definição dos Critérios de Aceitação:

Nesta etapa você irá ter que escolher a equação que melhor lhe atende e isto iremos tratar em um artigo específico em breve, mas quero já te informar que esta regra de decisão pode ser simples, porém não muito confiável ou um pouco mais complexa, porém muito mais valiosa para o seu controle da qualidade efetivo. Afinal tudo isto não é apenas para agradar o auditor e ter um certificado de reconhecimento na parede.

Vamos pegar um exemplo genérico de um Micrômetro que mede comprimentos:

Você pode apenas considerar o erro e a incerteza na calibração que constam no certificado e ter uma avaliação simplificada, negligenciando o paralelismo e a planeza das faces que você pagou para o laboratório verificar, mas desta forma estará fazendo uma avaliação superficial e que pode lhe trazer problemas ali na frente de incompatibilidade de resultados com o seu cliente.

6 – Automatize a Avaliação:

Nesta etapa você pode criar uma boa planilha eletrônica que padronize e agilize a sua análise, mas não esqueça de validar os cálculos e os proteger com senha.

7 – Domine todas as Etapas:

Talvez nunca tenham te dito antes mas se você deseja ter sucesso na área de Metrologia e qualidade você irá precisar conhecer o que esta fazendo e não simplesmente avaliar o certificado como sempre foi feito e “no piloto automático”. No batizado do meu filho o padre falou algo aos padrinhos que eu guardei para sempre… Disse o seguinte: Se não é para participar e fazer a sua função bem feita é melhor nem se apresentar!!!

Em Metrologia é também assim, pois é preciso entender, fazer, questionar e decidir corretamente se o instrumento está ou não apto ao uso pretendido.

Então, espero que tenha gostado deste artigo e te convido para nos acompanhar, pois muitos dos temas aqui abordados serão mais aprofundados em outros artigos e lives.

Forte Abraço

Calibração de sistemas de temperatura

Você já parou para pensar em qual instrumento de medição tem maior relevância no nosso dia a dia?

Muitos irão dizer que são as balanças, no entanto os sistemas de controle de temperatura, também são fundamentais!

Termômetros, Termopares, controladores de temperatura… enfim… existem uma variedade incrível de modelos, formatos e aplicações.

Logo que uma criança nasce deve ficar em um berço com temperatura controlada… as geladeiras, estufas, muflas… tudo sob controle.

Nas indústrias temos injetoras, fornos de tratamento térmico, fulões em curtumes e aí por diante.

Quero neste artigo abordar um tema importante que é a definição do método de calibração destes instrumentos.

Quando temos um sensor acoplado a uma máquina, seguido de um cabo de compensação e um controlador de temperatura… por exemplo… qual será o método correto de calibração?

Considero que o correto é sempre calibrar a “malha” que consiste na comparação do sensor de medição com um padrão, tendo-se um meio térmico estável. O problema é que este método é mais demorado e na maioria dos casos necessita parar a máquina, fato que não agrada muito a produção.

Juntamente com as balanças eu acredito que sejam os instrumentos que mais causam dor de cabeça para os gestores metrológicos são estes sistemas de temperatura.

Perdi as contas de quantas vezes escutei… “O pessoal da noite” trocou o Termopar que estragou e não me avisou, gerando problemas em auditorias.

Outro fato que ocorre muito é o de as empresas “calibrarem” apenas o controlador de temperatura, esquecendo o Termopar e sua localização… o pior é que a maioria dos auditores aceita isto.

Calibrar a malha requer muito cuidado e tanto o laboratório prestador de serviço, quanto o contratante devem gerir os riscos de acidentes e paradas de produção.

O laboratório precisa realizar uma análise critica juntamente com o seu cliente visando definir toda a logística envolvida e principalmente definindo o método a ser adotado, número de pontos, se terá estudo de homogeneidade térmica entre outros pontos importantes.

Em tempos de pandemia o termômetro infravermelho corporal tem sido um aliado para ajudar a identificar pessoas com temperatura elevada e que possam estar contaminadas.

Tenho motivado muito os meus clientes a calcularem a suas incertezas em calibrações, medições e análises e quando envolve sistemas de temperatura eu reforço ainda mais a importância destes estudos para termos uma efetiva confiabilidade e qualidade de resultados.

A minha dica final é para você investir tempo para a definição do método ideal e de melhor custo benefício. Converse com os especialistas nos equipamentos no qual estes sistemas estão acoplados e juntamente com o instrumentista do laboratório fornecedor defina a melhor forma de executar a comprovação metrológica.

Caso você decida calibrar internamente eu sugiro que adquira os padrões corretos, considere as tolerâncias do processo e utilize normas e métodos reconhecidos e aceitos pela comunidade metrológica. Escreva procedimentos detalhados e priorize a segurança das pessoas envolvidas e do processo em questão.

Forte abraço!!!

Cuidado com a Balança!

A balança é um equipamento de medição mais populares e que está presente em indústrias, farmácias, mercados, restaurantes entre outros locais.

Podemos dizer também que é um dos dispositivos de medição com maior ocorrência de manutenção, independente da marca e modelo.

Pelo fato de ser muito sensível e requerer muito cuidado no seu manuseio gera muito trabalho para quem possui a missão de manter toda a instrumentação em dia e disponível de forma adequada para o seu uso.

Trata-se de um equipamento no qual o INMETRO, através da sua divisão de metrologia legal, fiscaliza empresas de diferentes segmentos que vendem por peso ou não, tendo este o intuito de garantir a defesa do consumidor.

O controle é feito através da portaria 236 e este documento, resulta em muita polêmica, pois muitos defendem que deveriam ser submetidas a “blitz” somente empresas que vendem por peso.

Resolvi postar aqui neste artigo, sugestões de cuidados com balanças, que você pode utilizar para orientar e treinar a sua equipe, visando que este problema de manutenção constante seja minimizado.

Vamos lá então, segue abaixo as recomendações:

É preciso que ela fique em locais onde não haja luz solar e nem incidência direta de correntes de ar e até mesmo do ar condicionado, uma vez que há uma série de fatores que podem influenciar na medição.

O ideal é que quando se tratar de balanças analíticas ou semi-analíticas que elas fiquem em salas especiais de pesagem, com temperatura e umidades mais controladas.

As balanças para laboratório são usadas para medir massa com o máximo de exatidão, oferecendo resultados mais confiáveis e seguros. O instrumento é delicado e requer uma manipulação especial, com o máximo de técnica e cuidado para garantir a medição correta sem danificá-lo.

  • Mantenha o peso do prato sempre centrado;
  • Use luvas para segurar objetos, evitando a transferência de umidade;
  • No prato da balança, use somente metais não-reativos, materiais vítreos ou plásticos não-reativos;
  • Adote procedimentos que garantam a não contaminação da balança, especialmente por ações microbacterianas;
  • A balança deve ser limpa constantemente, principalmente quando se comercializam produtos que deixam resíduos. Ao limpar o instrumento, muita atenção para as instruções do manual.
  •  Não utilize produtos agressivos, pois podem danificar os componentes da balança ou o lacre.
  • Não “jogar” a mercadoria a ser pesada no receptor de carga da balança.
  • Não deixar objetos sobre o receptor de carga quando a balança estiver em “descanso”;
  • Evitar movimentações e se for necessário travar o instrumento antes de ser transportado.
  •  
  • É recomendável a manutenção preventiva do instrumento, por meio de serviço periódico que vise manter o equipamento em perfeitas condições de utilização.
  • Não deve permanecer em uso a balança que esteja com o sistema de lacre danificado ou que apresente seus componentes avariados ou quebrados, tais como: pés, dígito de leitura da pesagem, etc. Nesses casos, retire o instrumento de uso e providencie a manutenção imediata.

  • Atente para as instruções fornecidas pelo fabricante quanto à instalação, manuseio, transporte, voltagem correta.
  • A balança deve funcionar sobre uma superfície plana, sem trepidação, pó e salinidade, que podem agredir seus componentes, longe de objetos que impeçam a livre movimentação do prato de pesagens, fatores que prejudicam o resultado das medições.
  • O instrumento deve sempre trabalhar nivelado, pois o desnivelamento provoca erros nas pesagens. O nível de bolha e os pés com altura regulável são os dispositivos apropriados para nivelar o instrumento. Portanto, evite o uso de calço, mesmo com a finalidade de alcançar o nível desejado.
  • Toda balança descarregada deve indicar leitura de pesagem igual a zero. Caso isso não ocorra verifique o nivelamento e, se o problema persistir, retire o instrumento de uso e leve-o para manutenção.

Então pessoal, espero que tenham gostado das recomendações e havendo mais alguma sugestão, você pode postar aqui.

Forte Abraço

Você no controle

Você já se sentiu frustrado por estar exercendo tarefas repetitivas de medição, calibração ou análise, sem entender de fato o que está fazendo?

Ao longo da minha carreira eu vi muitos profissionais se desiludirem com a sua trajetória Metrológica pelo fato de apenas executarem procedimentos e “rodarem programas”.

A minha pergunta é você sabe o que está fazendo?

Se sente em condições de melhorar o processo?

Consegue interpretar os dados e tomar decisões?

O principal motivo deste artigo é alertar sobre o fato de que você precisa estar no controle da sua carreira e não esperar um auditor ou o seu gestor lhe propor este processo de desenvolvimento.

Que tal sair da zona de conforto e surpreender?

O conhecimento gera oportunidade e bem estar, pois você dominando cada vez mais a sua atividade irá se tornar uma referência no assunto e certamente os resultados virão.

Não espere mais e identifique e entenda as principais ferramentas que envolvem a sua atividade e busque novos desafios.

Vou tentar detalhar mais o que eu penso sobre este assunto:

Digamos que você calibra balanças e todos os dias “carrega” os pesos até a empresa/setor que ela se encontra e após executa a calibração conforme um procedimento e  quando retorna ao laboratório entrega os registros para a equipe interna gerar o certificado, sendo isto sempre assim… dia após dia…

O fato é que vai chegar um momento que você terá problemas, pois apesar de ser uma atividade muito digna pode lhe causar desgaste da coluna, entre outros danos físicos, sem contar o stress que gera fazer sempre a mesma coisa.

Agora lembrei de quando eu comecei a minha carreira metrológica, medindo blocos de motor de tratores em uma máquina 3D ZEISS. Estas peças chegavam no laboratório protegidas com uma camada espessa de óleo que precisava ser removido na integra com muita benzina e pano de poupeline. Tratava-se de um trabalho repetitivo e muito estressante, mas foi a oportunidade da minha vida.

Como consegui mudar de fase e sair do modo “limpeza” e “rodagem” de programas feito por outros especialistas.

O jeito foi “bater o cartão” e voltar para estudar, pois as horas extras não eram permitidas naquele tempo de crise e inflação e na qual não se tinha internet e computador em casa.

Tendo muito esforço aprendi a programar a máquina e elaborar procedimentos de medição e calibração. Não tive medo de perguntar e recebi muito apoio para entender os cálculos de incerteza, fui auditado inúmeras vezes e após me tornei auditor, consultor, treinador e gestor de laboratórios.

Resolvi focar a minha atividade na disseminação do conhecimento porque quero que você ao se identificar com esta história vá em frente rumo ao seu desenvolvimento.

A minha dica é que você liste tudo que deseja fazer para se aproximar da meta de ser um especialista e após defina ações e prioridades. A matriz GUT é uma excelente ferramenta para realizar esta atividade com foco e definição de datas. Através dela você define o que precisa ser feito e mensura quanto a Gravidade, Urgência e Tendência.

Com certeza executando estas ações você vai ter novas oportunidades, ter mais satisfação no trabalho e a recompensa financeira também virá.

É isto então! Espero que tenha gostado deste artigo e que ele lhe inspire para ir em busca do sucesso.

Forte abraço!

VOCÊ ESTÁ AVALIANDO CORRETAMENTE?

Irei abordar neste artigo o tema Avaliação dos Certificados/Relatórios de Calibração, Análises e Ensaios.

A ISO 17025 relata claramente o que deve constar nestes documentos e é a norma adotada pelo INMETRO para auditar laboratórios prestadores de serviços.

Você realiza calibrações, análises ou ensaios internamente?

Então, você precisa dominar a ISO 17025 para estruturar adequadamente esta atividade no seu laboratório.

Terceiriza a calibração?

Caso você utilize serviços externos sugiro que contrate um laboratório acreditado pelo INMETRO, pois a probabilidade de teres problemas com as informações que constam no certificado são mínimas, mas claro, podem ocorrer falhas e por este motivo é sempre bom você ficar atento e revisar ao receber os certificados/relatórios.

O problema de utilizar laboratórios somente rastreados ao INMETRO é que nenhum organismo reconhecido avaliou a competência deste provedor para emitir tais documentos, gerando sérios problemas quanto a falta de dados importantes ou a inconsistência de informações, principalmente no que se refere a incerteza de medição.

O conteúdo do certificado estar normalizado é de extrema importância, mas como você irá avaliar estes certificados?

Qual será o seu critério de aceitação?

O primeiro passo é identificar os intervalos de tolerância do processo, é neste ponto que muitas vezes o metrologista ao ver as características do instrumento vê que herdou um problema, devido a “alguém” por “algum” motivo ter comprado errado o instrumento, pois suas características de resolução e/ou capacidade não condizem com os limites de processo.

As tolerâncias em boa parte dos casos, estão bem claras em desenhos e instruções de trabalho, mas muitas vezes estão apenas na cabeça de quem domina o processo.

Tendo os intervalos de tolerância e o certificado de calibração, é necessário extrair as informações do documento para atestar que o instrumento está ou não adequado ao uso pretendido.

A grande maioria das empresas usa a seguinte equação/critério:

Emáx + IM  ≤  IT/3

Nesta equação acima são considerados apenas o erro e a incerteza na calibração do instrumento, comparando-se após com o IT do processo dividido por um fator de segurança que normalmente é adotado como 3.

Sabemos que existem outras variáveis que impactam na qualidade da calibração, análise ou ensaio, tais como a resolução, erro de forma, excentricidade, linearidade, robustez, repetibilidade, reprodutibilidade, variações térmicas, entre muitas outras coisas.

Enfim, são tantas fontes de incerteza que precisariam ser consideradas, que a maior parte dos metrologistas preferem simplificar.

Com o advento da indústria 4.0 e a maior disponibilidade de softwares e sistemas de controle, tenho esperança que este panorama mude, pois será mais fácil de calcular as incertezas e variações em tempo real, fazendo com que a incerteza expandida seja possível de ser considerada.

Um desejo meu seria que as empresas adotassem a ISO 14253 e descontassem as incertezas das tolerâncias de processos, minimizando drasticamente os índices de perdas e retrabalhos, bem como as disputas entre as partes, quanto à conformidade ou a não conformidade das peças.

ISO 14253 – Parte 1

Outro problema na análise dos certificados, é que boa parte dos metrologistas extraem da tabela de resultados o maior erro e a maior incerteza e isto é completamente equivocado, pois deve-se considerar no cálculo a maior soma de erro e incerteza (em linha).

Vide exemplo:

Na tabela acima o correto é considerar:

Emáx = 0,6mm

IM = 0,2mm

Nos nossos treinamentos percebo que muitos metrologistas consideram de forma equivocada o maior erro e a maior incerteza independente do ponto (Emáx = 0,6mm e IM = 0,5mm), gerando avaliações incorretas e inconsistentes.

A minha dica final é que você e a sua equipe revisem se os conteúdos dos certificados e relatórios estão conforme a ISO 17025 e que sejam utilizados critérios de aceitação coerentes e que considerem a criticidade do processo.

Você pode deixar aqui os seus comentários e sugestões sobre este tema.

Forte abraço!

Me passaram a metrologia

Olá

Eu sou Mauro Duarte e apoio empresas a organizar a Metrologia e atender aos requisitos Metrológicos das normas ISO, bem como de portarias definidas por órgãos regulamentadores, tais como Anvisa, Mapa, Fepam… entre outros.

Já perdi as contas de quantas vezes em treinamentos ou visitas a clientes escutei esta frase:

Me passaram esta bronca!

Gerenciar os instrumentos em uma empresa não é uma atividade fácil, mas na minha opinião esta muito longe de ser um problema, desde que a pessoa conheça o que esta fazendo e este é o ponto mais importante, pois a medida que as pessoas vão entendendo o que fazem vão consequentemente gostando e querendo saber mais e mais. Já presenciei isto com profissionais que se diziam jogado para esta área e hoje são especialistas apaixonados por “Metrologia e Controle da Qualidade”.

Muitos profissionais conduzem a metrologia apenas fazendo o que o cliente ou o auditor pede, simplificando as coisas e as vezes sendo negligente para não se “incomodar” ou ter mais trabalho neste controle. Muitas vezes pensam somente em economizar comprando e aprovando instrumentos indevidamente, não se dando conta de que o custo com perda de matéria prima será muito superior se houverem refugos ocasionados pela falta de qualidade dos instrumentos ou por avaliações indevidas.

Entender os métodos de medição e os validar com técnicas estatísticas é muito interessante, pois nos dá segurança de estarmos fazendo o correto e com base em fatos e dados.

Penso que será uma “Pepino” se o profissional ceder aos mitos que muitas vezes se criam de que qualidade é um entrave e que não sustenta a empresa.

Na verdade, o responsável pela instrumentação deve ter habilidades técnicas e ser um especialista, mas não pode se descuidar de questões humanas que envolve engajar os usuários e líderes no seu desafio de ter todos instrumentos e padrões adequados ao uso pretendido.

Se pensarmos que em muitos casos é um profissional responsável por muitos instrumentos e que estes estão distribuídos em diversos setores fica inviável pensar que uma pessoa sozinha irá dar conta e neste caso nos remetemos a norma ISO 9001:2015 que prega um maior envolvimento das lideranças no atendimento dos requisitos.

Por outro lado presenciei já nesta trajetória profissionais iniciantes que desde recebida a missão se  sentiram muito orgulhosos da confiança recebida na missão de gerir os instrumentos, tratar com fornecedores de calibração e se reportar a clientes com o objetivo de apresentar relatórios de medição, calibração e análise, sendo que muitos destes hoje são engenheiros e mestres que primam pela qualidade e sabem que uma metrologia forte será um diferencial competitivo relevante para a sua empresa.

Me orgulho de por ter tido aos meus 18 anos ter tido a oportunidade de atuar em dos principais laboratórios credenciado pelo INMETRO no Brasil, tendo como gestores colegas com um nível excepcional de conhecimento em metrologia e tendo acesso as principais normas e métodos nacionais e internacionais.

Hoje tenho a missão de disseminar o conhecimento em metrologia e a motivar pessoas a fazer o melhor na sua atividade, aliando competências técnicas e humanas.

Espero ter colaborado nesta reflexão e defendo de que controlar os instrumentos não é uma bronca e nem mesmo um problema, desde que se tenha vontade de aprender e dominar estas boas práticas que são extremamente importantes para a qualidade dos nossos produtos e serviços.

Forte abraço

Uma resolução muito importante!

Uma resolução muito importante!

Olá

Eu sou Mauro Duarte e trabalho desde os meus 18 anos com Metrologia e neste período calibrei milhares de instrumentos e padrões e atualmente tenho como foco principal disseminar o conhecimento em Metrologia.

Se você me perguntar hoje qual é o principal erro que as empresas cometem ao avaliar certificados de calibração e validar métodos de medição, calibração e análises a minha resposta será a seguinte:

NEGLIGENCIAR A RESOLUÇÃO NA ESCOLHA E AVALIAÇÃO DO INSTRUMENTO/PADRÃO!

O guia MSA pertencente a IATF 16949 estipula que a resolução deve ser 10 vezes menor do que o intervalo de tolerância do processo no qual o instrumento ou padrão será utilizado, sendo conhecida como “A regra dos 10”.

O fato é que poucas empresas conhecem e aplicam esta regra na prática. Sabemos que quanto melhor a resolução mais caro será o instrumento mas trata-se de um custo inicial elevado que irá se justificar a medida que tivermos menores problemas com retrabalho de peças ocasionados por medições erradas e que muitas vezes resultam em recusa de lotes produzidos e consequente perda de clientes importantes.

Outro ponto importante é identificar que a resolução é uma das principais fontes de incerteza de medição, seja o instrumento analógico ou digital e este parâmetro deve ser considerado no momento da definição do critério de aceitação, pois irá impactar fortemente na análise crítica quanto a aprovação ou reprovação do instrumento ou padrão.

A resolução ou valor de uma divisão de escala do dispositivo de indicação do instrumento/equipamento de referência é uma contribuição de incerteza descrita por uma distribuição de probabilidade retangular, o cálculo da incerteza padrão é obtido através da seguinte equação:

Onde,

Ip = Incerteza padrão

d = Resolução ou valor de uma divisão de escala ou capacidade de interpolação do operador.

A resolução ou valor de uma divisão de escala do dispositivo de indicação do instrumento a calibrar é uma contribuição de incerteza descrita por uma distribuição de probabilidade retangular.

Quando a leitura não é efetuada no instrumento a ser calibrado como no caso da calibração de relógios comparadores, manômetros, etc. onde utiliza-se a técnica de posicionar o ponteiro sobre a marca de escala, a contribuição da incerteza é representada através do erro estimado no posicionamento do ponteiro sobre a marca de escala.

Estatisticamente adota-se que o erro do operador ao posicionar o ponteiro sobre a marca de escala do instrumento a ser calibrado oscila, no mínimo, em aproximadamente 1/10 do valor de uma divisão de escala do instrumento a ser calibrado.

Desta forma, esta contribuição de incerteza poderá ser descrita por uma distribuição de probabilidade triangular, implicando em uma incerteza padrão conforme a seguinte equação:

Onde,

             Ep = Erro de posicionamento do ponteiro sobre a marca de escala.

No caso de o instrumento a calibrar apresentar indicação digital, deverá ser investigado se existe a aplicação de alguma técnica para minimizar o erro da resolução. Caso exista, a situação anterior poderá ser utilizada. Caso contrário uma contribuição de incerteza em função desta indicação digital deverá ser levada em consideração. Neste caso, a indicação digital será descrita por uma distribuição de probabilidade retangular, implicando em uma incerteza padrão conforme a seguinte equação:

Onde,

r = resolução do instrumento a ser calibrado.

É comum em alguns casos, como na calibração de pesos padrão e blocos-padrão, fazer a leitura do padrão de referência e do padrão a calibrar no mesmo dispositivo indicador. Nestes casos, a resolução do dispositivo indicador também será descrita por uma distribuição de probabilidade retangular, implicando em uma incerteza padrão conforme a seguinte equação:

Onde,

                d = resolução ou valor de uma divisão de escala ou capacidade de interpolação do operador;

 =    Este fator é aplicado, em função de que há duas leituras: Uma com o padrão de referência e outra com o padrão a ser calibrado.

Agora que você já sabe quanto a importância da resolução do instrumento/padrão eu te sugiro olhar com atenção esta característica do instrumento antes de realizar a compra.

A minha principal dica é que você se prepare tecnicamente para justificar a sua decisão, pois caso contrário o seu comprador ou gestor irá comprar o que for mais “em conta” e não o que é tecnicamente recomendável.

Espero ter ajudado você a compreender melhor este assunto e fico a tua disposição para maiores esclarecimentos e considerações sobre este assunto.

Forte abraço e nos falamos em breve.

MASP Aplicado a Vida!

Olá,
Neste artigo irei abordar quanto a importância de utilizarmos estratégias e metodologias reconhecidas e testadas que nos impulsionam e fortalecem para realizar ações, solucionar problemas e o mais interessante, fazer com que os aprendizados contribuam para um ambiente de melhoria continua e as coisas indesejáveis que aconteceram não retornem e sejam cortadas e eliminadas pela raiz.

Você já ouviu falar do MASP?

A pouco tempo, uma cliente ao ver esta sigla no nosso site questionou a nossa equipe através do chat se tratava-se do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Considerei este questionamento normal devido ao fato que o MASP é de conhecimento dos profissionais ligados as áreas da Qualidade e Gestão, porém grande parte das pessoas desconhecem esta ferramenta fantástica que pode ser aplicada na vida e no trabalho.

O MASP é uma Metodologia para a Análise e Solução dos Problemas, muito utilizada no meio corporativo pelas principais empresas nacionais e internacionais e tem a preferência de profissionais e empreendedores de sucesso e que buscam melhorar ambientes e processos.
Tenho nos últimos 10 anos da minha carreira em paralelo com a minha atividade na área da qualidade estudado e me dedicado a entender melhor o comportamento das pessoas e com este foco fiz a Faculdade de Recursos Humanos, MBA em Gestão de Pessoas, enfim aprendi muito e conheci diversas ferramentas que foram muito úteis para o meu desenvolvimento e também me serviram para apoiar muitas pessoas dos mais variados segmentos.

O fato é que o MASP é o alicerce fundamental utilizado por outras metodologias mais conhecidas, tais como o Coaching no qual tive também a oportunidade de estudar com profundidade. O problema é que para tornar estas ferramentas tradicionais mais atraentes e interessantes muitas pessoas estão mudando a sua essência e isto faz com que o processo não funcione e perca a sua credibilidade.
Então não vamos focar no problema, mas sim na solução e para isto eu quero te mostrar que o MASP pode ser utilizado da mesma maneira e com o mesmo formato adotado nas empresas, na sua vida.
Mas afinal, quais são estas ferramentas do MASP?
Recentemente publiquei aqui no blog um artigo sobre o Brainstorming e está sim uma das principais ferramentas utilizadas e que tem como premissa proporcionar com que todas os profissionais da empresa possam opinar, visando explorar ideias e alterativas para realizar ações, solucionar e eliminar problemas.
Esta técnica foi desenvolvida em 1950 por Alex Osborn para uso em publicidade.
Imaginem você utilizando esta metodologia em uma reunião de família no qual é preciso definir algo importante e interessante, podendo-se decidir uma viagem, a escolha de uma nova moradia ou até mesmo o formato de uma festa.

São tantas ferramentas que confesso estar ansioso ou temeroso por cometer alguma injustiça, mas vamos em frente, pois terei a oportunidade de apresentar as técnicas que eu não mencionar aqui em outras publicações.
Ter boas ideias e não colocar em prática é um fracasso e então a técnica do 5W2H irá fazer a diferença, através de 5 perguntas:

  1. What: O que deve ser feito ou realizado?
  2. Why: Porquê?
  3. Who: Quem deverá realizar?
  4. When: Quando deverá ser realizado?
  5. Where: Onde será realizado?
  6. How: Como será realizado?
  7. How much: Quanto custará?

O 5W2H é basicamente um checklist de determinadas atividades que precisam ser desenvolvidas e executadas com o máximo de clareza possível no âmbito profissional e pessoal.
Esta ferramenta é extremamente útil, uma vez que elimina por completo qualquer dúvida que possa surgir sobre algo que desejamos fazer.

Tem uma ferramenta do MASP que se chama 5 Porquês que é muito interessante, pois com ela podemos identificar a causa raiz de um problema através do questionamento sucessivo de porquês e o seu uso é tão simples que parece brincadeira de criança, mas posso garantir que, se a dinâmica for bem conduzida funciona.

Não tem como falar em MASP e não abordar o Diagrama de Causa e Efeito, também chamado de “Diagrama de Espinha de Peixe” ou “Diagrama de Ishikawa” esta técnica foi aplicada pela primeira vez por Kaoru Ishikawa, no Japão, em 1943 e permitiu as pessoas identificar, explorar e graficamente demonstrarem em detalhes todos os possíveis fatores (causas) relacionados a um problema ou condição (efeito).

São 6 áreas importantes a serem mapeadas que começam com a letra “M” e que são fundamentais para entendermos um cenário, resolvermos uma não conformidade ou problema.

A utilização destas ferramentas com foco e determinação irão fazer a diferença na sua qualidade de vida, mas lembrem de conduzir estas reuniões ou encontros com foco na solução e motivação, utilizando-se perguntas inteligentes e sem dispersão, pois a atenção tem que ser 100% no que pretendemos implementar, melhorar ou resolver na nossa vida.

Espero que tenham gostado deste artigo e em breve trarei para vocês outras ferramentas do MASP que se aplicam a vida pessoal e profissional.
Forte abraço e até breve.