Como seria bom se as peças fossem perfeitas!

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Como seria bom se as peças fossem perfeitas!

Você já imaginou se ao produzirmos uma peça ela fosse perfeita?

Que bom seria se elas não tivessem qualquer tipo de erro de forma, mas sabemos que isto é apenas um sonho.

Acontece que as empresas estão se dando conta quanto a importância deste controle e estão buscando cada vez mais se equipar com Tridimensinais CNC/Scanning, Medidores de Forma, Digitlizadores e equipamentos cada vez mais sofisticados.

É muito importante que o Metrologista esteja treinado e atualizado quanto as normalização referente a este tema, bem como saiba interpretar resultados e definir estratégias de medição adequadas.

Nestes anos todos já vi muitos técnicos falharem ao aprovar ou reprovar peças, não considerando a geometria da peça e não estimando uma incerteza de medição adequada.

Os erros geométricos impactam diretamente nos resultados e a forma de definilos segue regras que variam dependendo do tipo de peça e de suas referências espaciais.

Sabe quantos pontos devem ser definidos para gerar estes elementos?

A norma BS7172: 1989 recomenda o número de pontos apalpados por elemento:

Não recomendo máquinas de medição manuais para a medição de erros geométricos, pois a amostragem de pontos é muito pequena e acaba não representado a forma real da peça, sem contar o problema da falta de repetibilidade.

Veja a seguinte comparação no caso de medições com tridimensional manual x CNC:

Scanning-Produktivität

Tempo de medição:

Manual: 8 pontos em 15 segundos

Scanning: 1000 pontos em 12 segundos

Então a dica é investir em equipamentos qualificados e capacitar pessoas, pois somente assim você ficará tranquilo quanto a qualidade das suas medições.

Os softwares das Tridimensionais possuem equações matemáticas inseridas que definem estes elementos, mas o ideal é antes de programar uma medição fazer alguns testes para se certificar que a sua medição esta correta.

Além de saber utilizar os recursos de software é importante o técnico saber calcular os elementos matemáticamente, visando validar os cálculos e o programa antes da sua implementção.

Um livro muito interessante para você se interar de como os elementos são criados é o Geometria Analítica – Steinbruch e Winterle.

Então pessoal espero que tenham gostado deste artigo e fico a sua disposição, caso deseje trocar alguma ideia sobe este assunto.

Forte Abraço!


O resultado de medição deve acompanhar uma estimativa da Incerteza.

Olá

Eu sou Mauro Duarte e vou abordar neste artigo o tema Incerteza de Medição. Não é mais possível admitir que uma empresa que realiza medições não execute estudos específicos para expressar a Incerteza de Medição em seus relatórios.

Um resultado sem a sua estimativa de incerteza ao lado não possui credibilidade.

Sério, isso é vital para tornar mais confiáveis as medições.

Mas porque estes cálculos são importantes?

Toda a medição está sujeita a alguma variação. Um resultado de medição só é completo se for acompanhado por uma declaração de incerteza na medição. Estas variações podem ser oriundas do instrumento de medição, do item que está sendo medido, do ambiente, do operador e de outras fontes, sendo que tais incertezas podem ser estimadas usando análise estatística de um conjunto de medidas e usando outros tipos de informações físicas sobre o processo de medição. Existem regras estabelecidas para calcular uma estimativa geral de incerteza a partir dessas informações individuais.

Este cálculo é fundamental porque permite uma estimativa referente a variação do resultado, bem como o quanto podemos confiar e tomar decisões de aprovação ou reprovação de produtos e serviços.

A omissão da área Metrológica, nesse processo pode ser uma falta grave, gerando prejuízos para a organização, bem como a perda da confiança de clientes internos e externos.

A utilização desta metodologia é intimidada pelo fato de parecer complexa e de difícil implementação. Bobagem!

Não é nenhum “bicho de 7 cabeças”. É uma construção que pode ser realizada de forma gradativa, pois não precisamos virar cientistas malucos de uma hora para outra.

Comece agora escolhendo um processo de medição relevante, no qual você conhece e sabe que existem fatores que podem estar influenciando nos resultados.

Você pode reunir a sua equipe e fazer um brainstorm sobre possíveis influencias ou se preferir pode utilizar a ferramenta “Espinha de Peixe”.

Faça o seu melhor com os recursos que você tem disponíveis.

Não há desculpa para não começar!

Para te ajudar com isso, vim aqui compartilhar os meus aprendizados em anos de atuação com calibração e controle dimensional:

  • Defina qual a metologia que você irá utilizar para calcular a incerteza de medição, sendo que no Brasil o guia mais utilizado é o EA-4/02;
  • Certifique-se de que a resolução do instrumento é compatível com a tolerância do processo. Você pode utilizar a regra dos “10” declarada no Guia MSA da ISO 16949;
  • Tenha todos os instrumentos e padrões utilizados calibrados em laboratórios confiáveis e rastreados a organismos oficiais e reconhecidos;
  • Defina a norma e o método a ser utilizado e verifique quais as especificações referente a condições ambientais;
  • Certifique-se de que as pessoas que realizam as calibrações e medições foram treinadas;
  • Defina o número de ciclos de medições;
  • Saiba calcular o desvio padrão, pois ele fornece informações importantes quanto ao nível de qualidade do seu resultado;
  • Você pode realizar um estudo de R&R e considerar o mesmo no seu cálculo de IM;
  • Identifique as fontes de IM do tipo “A” e “B” e as trate com divisores recomendados, tendo em vista poder combinar em uma soma quadrática;
  • Após combinar as fontes calcule os graus de liberdade e em seguida certifique-se na tabela de student qual é o fator de abrangência K;
  • Agora você estará bem perto de ter a sua IM expandida, basta apenas multiplicar o K pela Incerteza Cominada e pronto, você terá o seu primeiro calculo de IM;
  • Elabore uma planilha em excel para ter seus estudos automatizados;
  • Valide a sua planilha e a proteja;
  • A dica final é que você não seja muito preciosista, pelo fato de que isto pode travar a implementação;
  • Aceite sugestões de clientes internos e externos, bem como de auditores e busque a melhoria continua todos os dias;

Para concluir, eu quero te lembrar que os estudos de incerteza de medição podem funcionar como validadores de métodos, principalmente quando se tratar de calibrações e medições não normalizadas.

Eu precisaria falar isso, mas a minha recomendação é que você inicie logo, pois você não deve estar fornecendo resultados sem ter uma segurança de que os mesmos são confiáveis.

Mas me diga agora o que você pensa sobre isto?

Você sabe estimar a variação das calibrações e medições que realiza?