Fique ligado na escolha de Cabeçotes & Apalpadores para a sua 3D

Olá Pessoal,

Eu sou Mauro Duarte e Iniciei a minha carreira em 1989 no CETEMP – Centro Tecnológico de Mecânica de Precisão e tenho muito orgulho de ter atuado por 10 anos operando Máquinas Tridimensionais e equipamentos de extrema qualidade e precisão.

Neste artigo irei compartilhar com vocês alguns aspectos importantes, referente aos cabeçotes e apalpadores que envolvem o controle dimensional com o uso de MMCs.

Independente da Máquina e do cabeçote utilizado você terá que dar uma atenção muito especial na definição do dos sensores e elementos que irão permitir a medição de todas as cotas.

A norma ISO 10360-1 define que uma MMC deve utilizar um sistema de apalpamento com capacidade de determinar coordenadas espaciais na superfície da peça a ser medida e isto irá depender do que você deseja controlar e da maneira que você precisa referenciar a peça.

Você sabe qual é o coração de uma Máquina Tridimensional?

O Cabeçote!

O cabeçote é o principal componente do equipamento e é ele o principal responsável pela sua precisão e versatilidade.

O cabeçote pode ser fixo ou articulado e pode acompanhar um sistema que permite realizar o contato “ponto a ponto”
ou através de “varredura”.

Varredura x Ponto a ponto

Scanning-Produktivität

Tempo de medição:

Manual: 8 pontos em 15 segundos

Varredura: 1000 pontos em 12 segundos

Medição Manual

Alguns pontos definem somente parte da superfície da peça.

Medição com Varredura

Vai mostrar a geometria real da peça.

Cabeçotes Articulados:

Grande número de posições angulares possíveis.

Não necessita de configurações na maioria dos casos.

Cabeçotes Fixos:

Elevada precisão com alta velocidade de varredura/scanning.

Pode alcançar qualquer posição de elemento, pois permite o uso de prolongadores maiores e acessórios especiais para acessar cotas áreas de difícil acesso.

E se você me perguntar: Qual é o melhor?

Para responder eu terei que te fazer algumas perguntas, visando clarificar qual é o seu cenário em termos de tolerâncias, tamanhos de peças, quantidades dia… entre outros questionamentos muito importantes para que possamos juntos escolher o cabeçote ideal.

Sem contar que existe outras tecnologias que podem ser muito interessantes, tais como cabeçotes óticos, com uso de laser e outros que permitem até mesmo medir a rugosidade.

E quanto aos apalpadores?

Os apalpadores são de fundamental importância para o sucesso da medição, pois eles serão o elo de ligação entre a MMC e a peça a ser medida.

Cuidados na escolha dos apalpadores:

Inicialmente, verifique no manual do equipamento qual a capacidade máxima que o  seu cabeçote pode suportar. Sugiro que você tenha junto com a sua máquina uma balança de pequeno porte para realizar este controle.

Verifique também o comprimento máximo da combinação haste + apalpador que o seu cabeçote pode sustentar.

Defina o diâmetro da esfera, prolongadores e seus respectivos comprimentos, observando o seu desenho/modelo matemático e o que deve ser mensurado.

A minha principal dica é que você escolha uma marca de qualidade reconhecida e comprovada, pois um apalpador que não possua as propriedades físico mecânicas adequadas pode comprometer totalmente a vida útil do cabeçote.

O pior é que visualmente as marcas boas e as ruins são muito parecidas e de início parecem ter os mesmos resultados e incertezas, mas o problema é que pelo uso prolongado destes cabeçotes o seu cabeçote irá se comprometer e eu chamo isto de uma “Morte Lenta” do cabeçote.

Tenho visto muitas empresas negligenciarem este fato e serem surpreendidos com uma necessidade de troca do cabeçote precoce.

Fazendo uma analogia com os carros… Não é indicado comprar uma Mercedes-Benz e usar pneus de baixa qualidade e fora das especificações.

Invista em treinamento da sua equipe para evitar colisões.

Mantenha um estoque de apalpadores reservas assim como você faz com as ferramentas e acessórios produtivos, pois ambos não podem parar por falta de elementos.

Não podemos deixar de falar do magazine, pois ele será muito importante para agilizar o seu processo.

A utilização de Magazines possibilita uma troca rápida de apalpadores
e cabeçotes sem precisar montar e desmontar configurações.

Outro fator que irá impactar fortemente na sua estratégia de medição serão os elementos de fixação que você irá escolher, mas isto veremos no nosso próximo artigo.

Soluções para Fixação ZEISS

Espero que você tenha gostado deste artigo e e convido para comentar e tirar suas dúvidas sobre cabeçotes e sensores de medição.

Medir o Ra é suficiente?

Eu sou Mauro Duarte e quero neste artigo destacar um ponto importante referente a Rugosidade de Superfícies que é a escolha do parâmetro, mas antes vamos realizar uma introdução sobre influências importantes na textura superficial de uma peça.

Você já parou para pensar o que pode influenciar o acabamento de uma superfície?

Podemos inicialmente analisar a natureza da superfície:

– Microestrutura do material;

– Ação da ferramenta de corte;

– Instabilidade da ferramenta de corte sobre o material;

– Deformações nas guias;

– Deformações em função de tensões sobre o material;

Podem surgir propriedades indesejadas, tais como vales profundos que podem provocar a propagação de fissuras ou picos que podem acelerar o desgaste quando em contato com outras peças. Ondulações excessivas também podem causar ruído e indicar problemas de usinagem.

Mas afinal… O que desejamos ter em uma superfície?

Quantidade de vales suficientes para a retenção de óleo, quando a lubrificação é um fator importante e picos suficientes para a retenção de pintura ou adesivos. Outro ponto relevante é termos um perfil de superfície suave para a redução de ruído, vibração ou melhorar as características ópticas.

Queremos de fato, ter efetivo controle do processo, prevenindo o comportamento dos componentes e monitorando a sua performance.

Frequentemente a superfície de uma peça parece aos olhos humanos como plana e suave.

A superfície pode parecer suave se passarmos o dedo sobre ela, mas ao examinarmos sob uma lente de aumento, veremos uma estrutura complexa que é resultado de fatores como estrutura cristalina, pintura e processo de manufatura. Tal estrutura é chamada de ”textura” e frequentemente afeta a qualidade e o tempo de vida do produto.

Para controlar a textura superficial, primeiro devemos medi-la, se a mesma for realizada durante o processo de manufatura pode influenciar em decisões tomadas no sistema de usinagem, permitindo que a superfície seja controlada e otimizada melhorando, assim, o produto.

Para realizar a medição teremos que definir a superfície real, definida como a superfície que separa o corpo do meio ambiente.

O perfil da superfície é resultado da intersecção da superfície real com um plano específico e usualmente. Seleciona-se um plano que é normal ao plano paralelo a superfície real e que tem uma direção adequada.

ISO 13565-1 indica que a direção transversal (x) deve ser perpendicular a direção da orientação (lay) se não houver indicação contrária, sendo que para processos de usinagem que produzem orientações (lay) retas, circulares ou radiais, a direção que realizaremos a medição pode normalmente, ser observada por inspeção visual da superfície.

Nos casos que é impossível formar uma opinião sobre a direção da orientação, é normal fazermos várias medições em diferentes direções e adotar o maior valor de altura da rugosidade entre as medições.

O parâmetro de rugosidade mais utilizado em desenhos e especificações técnicas é o Ra, porém existem muitos outros definidos em norma que podem lhe apoiar na solução de problemas e melhoria de processos.

É interessante sabermos que podemos ter um mesmo valor de RA (Parâmetro de Rugosidade) para diferentes características funcionais e desta forma fica evidente a necessidade de conhecermos e utilizarmos outros parâmetros para a análise e tomada de decisões.

Quando medimos a textura de uma superfície, um cuidado deve ser tomado com a interpretação dos resultados, mesmo duas superfícies tendo o mesmo valor de um parâmetro de textura superficial pode ter características funcionais diferentes. A superfície da figura superior abaixo terá boas características de desgaste enquanto a superfície da figura inferior, apesar de ter o mesmo valor de Ra (parâmetro de rugosidade), desgastará mais rapidamente em função das pontas agudas na superfície.

Parâmetro de amplitude Ra (Média das ordenadas):

Sua aplicação na indústria é muito grande e geralmente é usado no acompanhamento em vários processos de fabricação. Devido à variação do parâmetro é possível indicar se o processo mudou em alguma variável (velocidade de corte, quantidade de fluidos, etc…). No entanto, é um parâmetro de natureza média e ele não é tão sensível a mudanças sutis.

Então pessoal, tenho como principal objetivo neste artigo, salientar quanto a importância de entender e interpretar os demais parâmetros de rugosidade e que estão disponíveis nos rugosímetros e normalizações, pois em determinadas situações podem ser muito úteis para a tomadas de decisões e ajustes nos processos.

Espero que você tenha gostado deste tema e fique a vontade para comentar e participar do nosso blog.

Forte abraço!

A metrologia na nossa trajetória.

Sabemos que a Metrologia é a ciência das medições e que ela faz parte da nossa história, desde o nosso surgimento.

O que teria em comum a construção das Pirâmides Egípcias a espaçonave que levou o homem a lua?

Certamente em ambos os casos existiu uma Metrologia forte para fazer com que tudo se concretizasse.

Fiquei pensando sobre quando realizei as minhas primeiras medições e lembrei quando acompanhava o meu irmão Danilo nos treinos de atletismo no qual ele corria muito e eu com 9 anos apenas tinha a missão de cronometrar e medir o tempo no qual ele levava para correr 100m que éra por sinal a sua especialidade.

Passou o tempo e com 18 anos tive a oportunidade de ser escolhido pelo CETEMP – Centro Tecnológico de Mecânica de Precisão para estagiar em um dos principais laboratórios de Metrologia do país.

Eu recém havia ingressado na Eng. Mecânica e fiz a entrevista e logo após fui para o nosso litoral no qual eu costumava ficar muitas vezes de dezembro a fevereiro, quando uma vizinha bateu na porta da nossa casa, trazendo a notícia de que eu havia sido chamado para iniciar este desafio. Naquela época poucas pessoas tinham telefone na praia então a turma se ajudava e tudo se resolvia.

Em seguida muitas pessoas vieram conversar comigo interessadas em saber o que eu iria fazer neste Centro Tecnológico e a imaginação foi fértil, pois nem eu havia entendido muito bem o que seria.

Alguns vieram me perguntar se eu saberia tudo sobre o tempo?

Neste caso eu soube explicar que eram coisas diferentes.

Penso que as nossas escolas e universidades deveriam focar mais no ensino desta ciência, pois a Metrologia está presente nas indústrias, hospitais, farmácias, ruas, mercados, açougues, enfim em muitas coisas importantes.

Sou filho e neto de professores e tenho uma grande satisfação de poder disseminar o conhecimento nas áreas de Metrologia e Qualidade e tive um ano muito interessante no qual pude treinar pessoas de diferentes estados do Brasil no formato presencial e EAD.

Percebo uma evolução muito forte quanto ao interesse das pessoas por estes temas e posso dizer com certeza que tivemos um recorde de pessoas físicas se inscrevendo nos treinamentos e investindo no conhecimento com recursos próprios, pois nem sempre as empresas estão dispostas e com condições de investir.

A Metrologia esta cada vez mais saindo dos Laboratórios tradicionais e indo para o “chão de fábrica” e isto é fantástico, pois com o advento da indústria 4.0 precisamos investir em tecnologia e detectar falhas em tempo real, desperdiçando cada vez menos recursos humanos e materiais.

Eu acredito que a Metrologia ainda irá evoluir muito e que cada vez mais iremos usufruir dos benefícios do controle da qualidade e da precisão que ela provê.

E você quando realizou as primeiras medições?

Este último texto do ano tem o objetivo de ressaltar a importância da Metrologia e agradecer a todos que estiveram com a gente neste desafio de termos uma Metrologia cada vez mais forte no nosso país.Forte abraço e ótimas festas.

Conexão com o cliente

Você não consegue aumentar as suas vendas e se encontra desmotivado e preocupado pelo fato de não conseguir novos clientes e atingir as suas metas?

Então eu vou te mostrar agora o método 5Cs que eu utilizei durante 20 anos de atuação junto a equipes comerciais. Este passo a passo irá te transformar em um vendedor ninja e isto fará com que você venda mais e melhor.

C1 – Conhecimento Pessoal

Você precisa se conhecer e saber como você se encontra no que se refere a sua capacidade de envolver e influenciar pessoas de forma positiva e ética. Outro ponto importante quanto ao seu comportamento é qual o seu nível de dinamismo e motivação para agir e criar oportunidades.

Neste momento pode ser muito interessante recorrer a ferramentas de análise de perfil comportamental reconhecidas e testadas como por exemplo o assesment DiSC.

C2 – Conhecimento do que oferece

Você precisa conhecer o que vai vender em detalhes porque somente desta forma você irá passar segurança e confiança no que está oferecendo. 

C3 – Conhecimento do concorrente

Você precisa estudar muito o seu concorrente e saber o que ele está fazendo. Somente desta forma você poderá saber quais são os seus reais diferenciais e a onde você precisa melhorar. A sua argumentação fica fundamentada em dados e não apenas em inferências. É muito importante compilar estas informações em planilhas comparativas.

C4 – Conhecimento do cliente

Conheça o cliente como um todo, estudando previamente a empresa com o uso do Google, redes sociais e o próprio site do cliente. Descubra se alguém já o atende e quais os problemas ou “dores” que ele possui.

Mais uma vez será importante você entender de perfis comportamentais, pois somente assim você conseguirá entrar em Rapport com ele, isto é entrar no mundo do seu cliente.

C5 – Comunicação assertiva

Você precisa antes de tentar vender o seu produto ou serviço perguntar e escutar muito o seu cliente. Uma conversa focada em perguntas e respostas objetivas, com ênfase nas suas reais necessidades, irá fazer com que o cliente construa a solução, minimizando a possibilidade de você oferecer coisas que não serão úteis. Imagine que fantástico você apresentar o produto certo na hora certa e não receber nenhuma objeção. Pode ter certeza que é a melhor forma de você se comunicar, pois ninguém aguenta mais aquele vendedor que fala sem parar e mostra tudo e todas as possibilidades.

Muito bem, eu tenho certeza que agora conhecendo e aplicando  o método você irá se comunicar melhor com o seu cliente, vender mais e atingir as suas metas de vendas.

Então deixe seu comentário com suas dúvidas ou dizendo o que achou deste artigo.

Forte Abraço.


É preciso ter fatos e dados!

Olá

Eu sou Mauro Duarte da DH10 Quality e tenho como meta neste artigo abordar o tema MSA – Análise de Sistemas de Medição, destacando a sua relevância no contexto do controle da qualidade.

Todos sabemos o quanto é importante analisar dados de medição e os comparar com os limites de controle estatísticos dos processos.

Ao meu ver é fundamental para todo o profissional que se serve destes dados, ter a capacidade de compilar estas informações de forma intuitiva e é importante também que este consiga determinar ações e ajustes com agilidade, visando reduzir desperdícios e peças não conformes.

A análise destes sistemas de medição também permite validar métodos e desenvolver experimentos, considerando variações de matéria prima, ajustes de máquinas, influências de operadores, entre outras características que possam impactar nos resultados.

A ISO 10012 parte 1 nos reforça quanto a importância de realizar estudos para identificar a repetitividade, reprodutibilidade, linearidade e estabilidade de sistemas de medição e o guia MSA da IATF 16949 nos traz o caminho das pedras para ter este controle nas nossas mãos.

A tomada de decisão baseada em dados estatísticos traz segurança e confiabilidade para quem deseja evidenciar na prática o nível de qualidade das suas medições.

A tendência dos resultados em relação a um valor de referência, bem como a dispersão de dados (variância) devem ser acompanhados de perto por quem deseja realizar estes estudos.

Independente de requisitos normativos penso que gerir os resultados das medições é a melhor forma para sabermos se os nossos investimentos foram corretos e se estamos atingindo os nossos objetivos e indicadores, bem como se estamos atendendo a requisitos dos nossos clientes.

Os principais objetivos e ganhos desta metodologia são:

– Maior confiabilidade;

– Conhecimento da real capacidade do instrumento;

– Controle preventivo do processo de medição;

– Redução de retrabalhos e perdas;

As variações estatísticos obtidas no estudo de MSA, podem ser utilizadas como componentes de Incerteza do tipo A, caso você deseje calcular a incerteza expandida das suas medições.

A realização de Estudos de MSA e IM certamente irão fazer a diferença no seu controle da qualidade e desta forma as decisões serão baseadas em fatos e dados e não apenas por intuição ou prevenção.

Você pode contar com a gente, caso deseje saber mais sobre estas metodologias.

Sensibilização para a Importância da Metrologia

Olá

Não é uma tarefa fácil sensibilizar e motivar pessoas quanto a importância da Metrologia.

Se exercitarmos a empatia e nos colocarmos no lugar de gestores sentiremos uma pressão por redução de custos na compra, manutenção e calibração da instrumentação.

O usuário,  por outro lado, precisa ter ferramentas em que possa confiar e necessita ser treinado quanto ao uso e manuseio destes instrumentos.

É muito comum as empresas definirem uma pessoa que vai ter a responsabilidade de controlar os meios de medição, mas o problema é que muitas vezes este profissional fica perdido, correndo de um lado para o outro atrás de instrumentos extraviados ou tendo a surpresa de encontrar ferramentas de medição novas que não estavam no seu cadastro.

Existem cinco princípios que guiam as boas práticas de medição que foram definidos pelo NPL (National Physical Laboratory).

1 – Medição Certa: Medições somente devem ser realizadas para satisfazer requisitos bem especificados.

2 – Ferramenta adequada: Medições devem ser realizadas utilizando equipamentos e métodos que tenham demonstrado ser adequados para a finalidade.

3 – Pessoas preparadas: O pessoal que realiza a medição deve ser competente, qualificado e bem informado.

4 – Base teórica: Procedimentos de medição bem definidos e consistentes com normas nacionais e internacionais reconhecidas.

5 – Consistência: Medições realizadas em um local devem ser consistentes com aquelas realizadas em outros locais.

O fato é que a pessoa com a atribuição de controlar os instrumentos precisa estar preparada tanto tecnicamente quanto emocionalmente, pois irá precisar sensibilizar pessoas quanto a importância da Metrologia, isto é, precisa “trazer as pessoas para o seu lado”, fazendo com que todos estejam juntos neste controle.

Na minha opinião, o primeiro passo é envolver os lideres da área, definindo o que será calibrado com suas respectivas periodicidades. E penso que é também um ótimo momento para identificar os menores intervalos de tolerância dos processos;

Certifique-se de que todos os usuários saibam utilizar os instrumentos de forma adequada, pois o custo de manutenção é elevado quando o usuário o utiliza de forma inadequada, sem contar o risco de aprovar ou reprovar peças de forma indevida.

Neste processo além de ensinar a medir com o próprio instrumento podem ser utilizados modelos matemáticos que simulam as medições e leituras.

Disponibilize material para que o usuário possa manter o instrumento limpo e tenha um cuidado especial na forma de manuseio e armazenamento, sendo que para a limpeza de instrumentos básicos é muito comum o uso de álcool isopropílico com papel toalha ou pano de popeline.

O profissional designado para controlar a instrumentação precisa “vender o seu peixe” e motivar todos a se engajarem na sua missão de manter a metrologia em alto nível na organização.

Outro ponto importante é definir indicadores e metas relativos a:

– Extravio de instrumentos;

– Calibração de instrumentos;

–  Manutenção de instrumentos;

– Treinamento de usuários.

Acredito que tendo-se pessoas preparadas em todos os níveis será mais fácil de engajar toda a equipe no propósito de manter a metrologia em alto nível, trazendo confiança e qualidade de resultados que é o mais importante.

Fique a vontade para opinar e trazer sugestões para uma melhor gestão metrológica.


Avaliação dos Certificados/Relatórios de Calibração, Análises e Ensaios.

Irei abordar neste artigo o tema Avaliação dos Certificados/relatórios de Calibração, Análises e Ensaios.

A ISO 17025 relata claramente o que deve constar nestes documentos e é a norma adotada pelo INMETRO para auditar laboratórios prestadores de serviços.

Você  realiza calibrações, análises ou ensaios internamente?

Então, você precisa dominar a ISO 17025 para estruturar adequadamente esta atividade no seu laboratório.

Terceiriza a calibração?

Caso você utilize serviços externos sugiro que contrate um laboratório acreditado pelo INMETRO, pois a probabilidade de teres problemas com as informações que constam no certificado são mínimas, mas claro, podem ocorrer falhas e por este motivo é sempre bom você ficar atento e revisar ao receber os certificados/relatórios.

O problema de utilizar laboratórios somente rastreados ao INMETRO é que nenhum organismo reconhecido avaliou a competência deste provedor para emitir tais documentos, gerando sérios problemas quanto a falta de dados importantes ou a inconsistência de informações, principalmente no que se refere a incerteza de medição.

O conteúdo do certificado estar normalizado é de extrema importância, mas como você irá avaliar estes certificados?

Qual será o seu critério de aceitação?

O primeiro passo é identificar os intervalos de tolerância do processo, é neste ponto que muitas vezes o metrologista ao ver as características do instrumento vê que herdou um problema, devido a “alguém” por “algum” motivo ter comprado errado o instrumento, pois suas características de resolução e/ou capacidade não condizem com os limites de processo.

As tolerâncias em boa parte dos casos, estão bem claras em desenhos e instruções de trabalho, mas muitas vezes estão apenas na cabeça de quem domina o processo, nestas situações é necessário ser um detetive ou arqueólogo, sendo que este problema é muito comum em processos de iniciais de controle e gestão metrológica.

Tendo os intervalos de tolerância e o certificado de calibração, é necessário extrair as informações do certificado para atestar que o instrumento está ou não adequado ao uso pretendido.

A grande maioria das empresas usa a seguinte equação/critério:

Emáx + IM  ≤  IT/3

Nesta equação acima são considerados apenas o erro e a incerteza na calibração do instrumento, comparando-se após com o IT do processo dividido por um fator de segurança que normalmente é adotado como 3.

Sabemos que existem outras variáveis que impactam na qualidade da calibração, análise ou ensaio, tais como a resolução, erro de forma, excentricidade, linearidade, robustez, repetibilidade, reprodutibilidade, variações térmicas, entre muitas outras coisas.

Enfim, são tantas fontes de incerteza que precisariam ser consideradas, que a maior parte dos metrologistas preferem ou precisam simplificar.

Com o advento da indústria 4.0 e a maior disponibilidade de softwares e sistemas de controle, tenho esperança que este panorama mude, pois será mais fácil de calcular as incertezas e variações em tempo real, fazendo com que a incerteza expandida seja possível de ser considerada.

Um desejo meu seria que as empresas adotassem a ISO 14253 e descontassem as incertezas das tolerâncias de processos, minimizando drasticamente os índices de perdas e retrabalhos, bem como as disputas entre as partes, quanto a conformidade ou a não conformidade das peças.

ISO 14253 – Parte 1

Segundo os dados do European Parliament Service a Indústria 4.0 irá influenciar consideravelmente a economia mundial, com potencial de gerar ganhos de eficiência de produção entre 6 e 8%.

Outro problema, é que boa parte dos metrologistas extraem da tabela de resultados o maior erro e a maior incerteza e isto é completamente equivocado, pois deve-se considerar no calculo a maior soma de erro e incerteza (em linha).

Vide exemplo:

Na tabela acima o correto é considerar:

Emáx = 0,6mm

IM = 0,2mm

Nos nossos treinamentos percebo que muitos metrologistas consideram de forma equivocada o maior erro e a maior incerteza independente do ponto (Emáx = 0,6mm e IM = 0,5mm), gerando avaliações incorretas e inconsistentes.

A minha dica final é que você e a sua equipe revisem se os conteúdos dos certificados e relatórios estão conforme a ISO 17025 e que sejam utilizados critérios de aceitação coerentes e que considerem a criticidade do processo.

Você pode deixar aqui os seus comentários e sugestões sobre este tema.

Forte abraço!

Como seria bom se as peças fossem perfeitas!

Resultado de imagem para cilindro cone circulo elipse

Como seria bom se as peças fossem perfeitas!

Você já imaginou se ao produzirmos uma peça ela fosse perfeita?

Que bom seria se elas não tivessem qualquer tipo de erro de forma, mas sabemos que isto é apenas um sonho.

Acontece que as empresas estão se dando conta quanto a importância deste controle e estão buscando cada vez mais se equipar com Tridimensinais CNC/Scanning, Medidores de Forma, Digitlizadores e equipamentos cada vez mais sofisticados.

É muito importante que o Metrologista esteja treinado e atualizado quanto as normalização referente a este tema, bem como saiba interpretar resultados e definir estratégias de medição adequadas.

Nestes anos todos já vi muitos técnicos falharem ao aprovar ou reprovar peças, não considerando a geometria da peça e não estimando uma incerteza de medição adequada.

Os erros geométricos impactam diretamente nos resultados e a forma de definilos segue regras que variam dependendo do tipo de peça e de suas referências espaciais.

Sabe quantos pontos devem ser definidos para gerar estes elementos?

A norma BS7172: 1989 recomenda o número de pontos apalpados por elemento:

Não recomendo máquinas de medição manuais para a medição de erros geométricos, pois a amostragem de pontos é muito pequena e acaba não representado a forma real da peça, sem contar o problema da falta de repetibilidade.

Veja a seguinte comparação no caso de medições com tridimensional manual x CNC:

Scanning-Produktivität

Tempo de medição:

Manual: 8 pontos em 15 segundos

Scanning: 1000 pontos em 12 segundos

Então a dica é investir em equipamentos qualificados e capacitar pessoas, pois somente assim você ficará tranquilo quanto a qualidade das suas medições.

Os softwares das Tridimensionais possuem equações matemáticas inseridas que definem estes elementos, mas o ideal é antes de programar uma medição fazer alguns testes para se certificar que a sua medição esta correta.

Além de saber utilizar os recursos de software é importante o técnico saber calcular os elementos matemáticamente, visando validar os cálculos e o programa antes da sua implementção.

Um livro muito interessante para você se interar de como os elementos são criados é o Geometria Analítica – Steinbruch e Winterle.

Então pessoal espero que tenham gostado deste artigo e fico a sua disposição, caso deseje trocar alguma ideia sobe este assunto.

Forte Abraço!


Você tem tempo?

Olá, eu sou Mauro Duarte da DH10 Desenvolvimento Humano.

Você já teve problemas para administrar o seu tempo e está sempre frustrado (a) por não conseguir fazer as coisas que gostaria por “falta de tempo”?

O tempo é um recurso limitado que precisa ser muito bem gerenciado.  Preparamos 10 dicas para você aproveitar melhor e otimizar o seu dia a dia:

1.     Reserve na sua agenda um tempo por ano, mês, dia, para planejamento.

Controle as suas atitudes e impulsos e pense de forma estruturada sobre as situações de curto, médio e longo prazo. Tenha a disciplina necessária para cumprir os seus próprios planos.

Saiba quais são as atividades que contribuem para o atingimento das suas metas e defina prioridades. Você irá precisar ter uma capacidade de análise crítica das situações para tomar ações certeiras e ordenadas.

2.     Tenha metas específicas para todas as áreas da sua vida.

Defina a sua missão de vida, considerando os seus valores e crenças, pois esta atitude vai  facilitar a sua tomada de decisões e fazer com que o seu tempo seja aproveitado e utilizado com aquilo que você gosta e se identifica. Para que você faça algumas coisas deixará de fazer outras. O tempo é escasso, por isso utilize o seu tempo no que é realmente importante.

3. Liste ações a serem realizadas para atingir os seus objetivos.

Você precisa responsabilizar-se pela sua vida e ter coragem para fazer o que é realmente importante.

Não tenha medo de arriscar.

Estipule prazos bem definidos e os monitore.

4. Identifique quais os recursos que você irá necessitar.

Desenvolva as competências e habilidades necessárias. 

Estime os investimentos financeiros e busque alternativas.

Tenha muita atitude.

5.     Execute o que planejou e não perca o foco.

Imprevistos surgirão, mas não deixe que eles o desviem dos seus objetivos. Realize os ajustes necessários e siga em frente.

6.     Identifique o que é realmente prioridade.

Saber diferenciar o que é importante e urgente é muito simples. As atividades importantes são aquelas que contribuem para os resultados que desejamos. As coisas urgentes são as que têm um prazo curto para serem executadas.

7.     Reflita quanto a real importância das solicitações do momento, tomando as decisões de acordo com o que você quer para a sua vida e não com o que os outros querem. Esteja sempre no controle.

Quem não tem um projeto acaba servindo apenas aos projetos de outras pessoas.

8.     Busque uma melhoria contínua e não desperdice tempo.

Procure realizar as coisas com qualidade e atenção. O fato de não precisar refazer ou repetir tarefas é um ganhador incrível de tempo.

9.     Lembre-se que só se vive uma vez, por isso curta ao máximo as coisas interessantes que a vida lhe proporciona.

Aproveite as oportunidades que surgem e decida em tempo hábil. Não adie decisões, por insegurança ou falta de confiança em si próprio, pois esta atitude pode resultar na perda de coisas importantes e únicas.

10.   Crie indicadores e avalie periodicamente a forma como está aproveitando o seu tempo. Seja crítico e honesto consigo próprio e não terceirize o seu sucesso.

 Para gerenciar bem o tempo  precisamos ter bem claro o que queremos conquistar na nossa vida.

Remova obstáculos e responsabilize-se pelo seu caminho.

Foque no futuro e não no passado!

Mire na solução e jamais no problema!

É isso aí! Eu tenho certeza que com estas super dicas vai ficar muito mais fácil para você gerenciar o seu tempo. Então agora deixe o seu comentário com as suas dúvidas ou dizendo o que achou deste artigo. Clique para se inscrever no nosso blog e ver muito mais artigos como este.


Reuniões Produtivas

Olá, eu sou o Mauro Duarte da DH10 Desenvolvimento Humano.

Você já teve problemas ao participar de reuniões longas e sem foco e fica frustrado por perder tempo e não conseguir conduzir os assuntos de forma apropriada e produtiva?

Então, resolvi escrever este artigo para te apoiar na condução de reuniões eficazes.

Dica 1 – Escolha dos participantes

Escolha as pessoas que poderão contribuir da melhor forma para que esse encontro seja eficiente, o ideal é que os líderes dos departamentos participem, passando para sua equipe o que foi definido na reunião em um outro momento. 

Dica 2 – Comunique o Objetivo

Comunique previamente, qual o objetivo de se reunir e esclareça a todos os participantes. A equipe precisa chegar à sala de reunião sabendo qual o assunto que será abordado. O ideal é que todos se preparem com sugestões, relatórios e informações que apoiarão as tomadas de decisões e ações que serão implementadas naquele momento, assim será possível realizar reuniões com agilidade e foco.

Dica 3 – Reserva do local

A reunião precisa acontecer em um lugar tranquilo, para que ninguém perca o foco e que não haja interrupções. Utilizar espaço com recursos audiovisuais e de informática e com acesso rápido a internet e a rede da empresa.

Dica 4 – Tempo de duração

O período da manhã é o mais indicado, pois todos estão com a cabeça fresca. A duração é outro fator importante e que precisa ser respeitado. Tenha em mente o tempo estimado que deseja gastar, mantenha o foco para que não se desvie do objetivo traçado anteriormente.

Dica 5 – Preparação

Você foi chamado para participar de uma reunião e já sabe o que será discutido, pois então, agora é hora de agir de forma pró – ativa entender o que estará em pauta e buscar soluções, sugestões para a questão. Reúna fatos e dados para servir de apoio as suas argumentação.

Dica 6 – Comunicação positiva

Evite sermões e ironias, pois isso prejudica a produtividade da reunião e a sintonia entre os participantes. Mesmo que o estresse esteja elevado, lembre-se que para o feedback dar resultado é preciso ser transmitido de forma equilibrada, ou seja não é o local, nem o momento apropriado para discussões desnecessárias. Foque na solução!

Dica 7 – Conclusões

Você já participou de reuniões, nas quais o objetivo e próximos passos ficaram em aberto? Para que aquela sensação de dúvida não predomine, conclua fazendo uma retrospectiva rápida sobre o objetivo e quais são as próximas atividades a serem cumpridas, com prazos e responsáveis bem definidos.

Dica 8 – Hora de fazer a ata, pois documentar é preciso

Após a reunião, documente o que foi decidido e disponibilize esse documento para os demais participantes. Dessa forma todos saberão as próximas etapas evitando problemas de comunicação.

É isso aí eu espero que com estas dicas fique muito mais fácil você conduzir as suas reuniões e obter resultados mais rápidos e de forma mais eficaz.

Então agora, responda com seus comentários e dúvidas, ou dizendo o que achou deste artigo.

Forte Abraço,

Mauro Duarte