O Brainstorm ainda é uma excelente alternativa!

Você já realizou um Brainstorming com a sua equipe?

O Brainstorm é um método que permite gerar de modo rápido, criativo e eficaz, um grande número de ideias, relacionadas a solução de um problema ou projeto de melhoria.

Esta técnica foi desenvolvida em 1950 por Alex Osborn para uso em publicidade.

Somente após a geração de um número suficiente de ideias é que se fará o julgamento de cada uma.

Para que serve de fato?

É uma técnica para auxiliar as pessoas de um grupo a expressar ideias, possibilitando uma melhor avaliação de uma determinada situação ou processo.

Osborn defende que a quantidade de ideias origina qualidade.

Regras para um Brainstorming de qualidade:

– Proibido qualquer crítica ou inibição.

– Ideias tolas ou irracionais não podem ser criticadas.

– Boas ideias não são elogiadas.

– Deixar as pessoas sem medo de “dizer uma bobagem”;

– Quanto mais ideias, melhor;

– Seja específico;

– Todos devem participar e para facilitar o processo podem ser utilizados materiais de apoio, tais como um flip chart e postites;

– Fale a primeira coisa que vem à cabeça;

Como deve ser estruturado o uso da ferramenta?

  1. Escolhe-se um coordenador e um secretário;
  2. O coordenador apresenta o tema e o tempo definido;
  3. A sessão é iniciada e os participantes começam a citar suas ideias e o secretário registra em uma lista com as mesmas palavras do proponente;
  4. Após esgotado o tempo inicia-se a seleção das ideias;
  5. Analisa-se as diversas sugestões, classifica-se e forma-se grupos de ideias e em seguida elabora-se uma ideia central para cada grupo.
  6. Redundâncias são descartadas e algumas ideias não são aproveitadas;
  7. Democraticamente a equipe elabora uma lista com as ideias finais.
  8. Após realiza-se um 5W2H visando implementar as ações.

Para concluir a dica é que as ideias sejam expostas de maneira clara e objetiva e criticas ou elogios as ideias sejam evitados;

É fundamental que o processo de comunicação seja focado na solução e não no problema, devendo se evitar histórias longas ou assuntos não relacionados ao tema em questão.

É importante que perguntas e respostas sejam objetivas, pois desta forma certamente você terá sucesso no uso desta ferramenta.

Você gostou desta ferramenta?

Pretende utilizar nas suas próximas reuniões com a sua equipe?

Se gostou do assunto por favor marca aqui nos comentários um colega seu que possa se interessar pelo assunto;

Forte Abraço

 

Meta Smart

O blog Qualidade em Foco está no ar e para expressar claramente os nossos objetivos, vamos iniciar as nossas atividades utilizando uma ferramenta muito útil para área da qualidade, especificamente para definir metas de melhorias e implementação de ações.

Você já ouviu falar do método Smart?

Esta metodologia foi criada por Peter Drucker, conhecido como o pai da moderna gestão de empresas. Mas, o que é exatamente esse método?

Profissionais da Qualidade, para terem sucesso em suas atividades, precisam ter objetivos bem estruturados e uma equipe bem focada. Essas metas devem seguir alguns critérios para que sejam elaboradas de forma clara, pois caso contrário, não serão executadas e, aí, vem a decepção e a ineficiência do trabalho.

No método SMART, metas e objetivos são definidos de forma bem articulada para permitir avanço. Para estruturar essas metas, ao invés de dar uma definição superficial do que o colaborador ou a equipe devem realizar, são utilizados cinco etapas com estimativas reais. São elas: Específico (S), Mensurável (M), Atingível (A), Relevante (R) e Temporal (T).

Cada uma dessas etapas ajuda a equipe a definir ações de forma mais estratégica, considerando, também, todas as informações disponíveis que podem se originar de diferentes fontes, tais como idéias oriundas de reuniões de rotina ou do planejamento estratégico, auditorias internas e externas, bem como de análises críticas.

Recentemente visitei uma grande Multinacional Americana, situada em Gravataí/RS e identifiquei nos seus registros de Tratamento de Não Conformidades o uso desta metodologia para clarificar e descrever metas de solução.

A meta SMART é um método criado para auxiliar na definição e alcance de melhores resultados.

Vamos detalhar melhor o significado de cada palavra que contempla este método:

Criar metas que forneçam margem para diferentes interpretações, prejudicam o entendimento e, tornam mais difícil a sua execução. Quando a equipe definir um objetivo ou meta, deve realizar isto de forma bem específica, ou seja, não basta apenas falar “disseminar o conhecimento na área da qualidade” sem especificar como fazer isso.

Podemos ser mais claros:

A equipe da DH0 tem como meta “disseminar o conhecimento na área da qualidade através de artigos, cases e vídeos, publicados no bloq Qualidade em Foco.

Definir números e indicadores são importantes, pois, a partir deles conseguimos mensurar se estamos conseguindo ou não o que pretendemos.

Podemos utilizar como exemplo que desejamos com este blog, atingir no mínimo 12.000 pessoas que desejam se aperfeiçoar na área da qualidade.

A meta deve ser realista, mas desafiadora, isto é, precisa tirar as pessoas da zona de conforto, mas ser executável. Muitos lideres criam metas inatingíveis e isto gera frustração.

Considerando o propósito do nosso blog, acreditamos ser factível, atingir a nossa meta, pois estamos convictos de que existe uma procura muito grande por aperfeiçoamento neste segmento.

Um outro fator que impacta muito na execução da meta é se ela é ou não relevante e se ela fará ou não diferença.

A equipe considera que esta atividade será de extrema relevância para todas as partes interessadas.

Perceber que o nosso esforço está impactando o sucesso de outras pessoas interessadas é fundamental para a nossa equipe.

O prazo para cumprir a meta é de extrema importância.

Toda meta deve ter um tempo para ser executada, mesmo que esse período seja flexibilizado. Trata-se de uma forma de registrar agilidade e de se planejar para novas metas.

Desta forma finalizamos a descrição da Meta do nosso Blog Qualidade em Foco:

Disseminar o conhecimento na área da qualidade através de artigos, cases e vídeos, publicados no bloq Qualidade em Foco, para no mínimo 12.000 pessoas, que desejam se aperfeiçoar na área da qualidade, certos de que existe uma procura por aperfeiçoamento neste segmento e de que esta atividade será de extrema relevância para todas as partes interessadas. Desejamos atingir estas pessoas no prazo de 1 ano.

Agora que você já sabe como funciona esta ferramenta você pode utilizar na definição das suas próximas ações. Tenho certeza que a sua equipe irá gostar, clarificar os seus objetivos e se engajar na realização dos desafios propostos.

Espero que tenham gostado deste nosso primeiro conteúdo.

Contamos com a sua participação através de comentários e sugestões de novos temas para abordarmos aqui.

Forte abraço e em breve teremos mais conteúdos sobre Qualidade.

O resultado de medição deve acompanhar uma estimativa da Incerteza.

Olá

Eu sou Mauro Duarte e vou abordar neste artigo o tema Incerteza de Medição. Não é mais possível admitir que uma empresa que realiza medições não execute estudos específicos para expressar a Incerteza de Medição em seus relatórios.

Um resultado sem a sua estimativa de incerteza ao lado não possui credibilidade.

Sério, isso é vital para tornar mais confiáveis as medições.

Mas porque estes cálculos são importantes?

Toda a medição está sujeita a alguma variação. Um resultado de medição só é completo se for acompanhado por uma declaração de incerteza na medição. Estas variações podem ser oriundas do instrumento de medição, do item que está sendo medido, do ambiente, do operador e de outras fontes, sendo que tais incertezas podem ser estimadas usando análise estatística de um conjunto de medidas e usando outros tipos de informações físicas sobre o processo de medição. Existem regras estabelecidas para calcular uma estimativa geral de incerteza a partir dessas informações individuais.

Este cálculo é fundamental porque permite uma estimativa referente a variação do resultado, bem como o quanto podemos confiar e tomar decisões de aprovação ou reprovação de produtos e serviços.

A omissão da área Metrológica, nesse processo pode ser uma falta grave, gerando prejuízos para a organização, bem como a perda da confiança de clientes internos e externos.

A utilização desta metodologia é intimidada pelo fato de parecer complexa e de difícil implementação. Bobagem!

Não é nenhum “bicho de 7 cabeças”. É uma construção que pode ser realizada de forma gradativa, pois não precisamos virar cientistas malucos de uma hora para outra.

Comece agora escolhendo um processo de medição relevante, no qual você conhece e sabe que existem fatores que podem estar influenciando nos resultados.

Você pode reunir a sua equipe e fazer um brainstorm sobre possíveis influencias ou se preferir pode utilizar a ferramenta “Espinha de Peixe”.

Faça o seu melhor com os recursos que você tem disponíveis.

Não há desculpa para não começar!

Para te ajudar com isso, vim aqui compartilhar os meus aprendizados em anos de atuação com calibração e controle dimensional:

  • Defina qual a metologia que você irá utilizar para calcular a incerteza de medição, sendo que no Brasil o guia mais utilizado é o EA-4/02;
  • Certifique-se de que a resolução do instrumento é compatível com a tolerância do processo. Você pode utilizar a regra dos “10” declarada no Guia MSA da ISO 16949;
  • Tenha todos os instrumentos e padrões utilizados calibrados em laboratórios confiáveis e rastreados a organismos oficiais e reconhecidos;
  • Defina a norma e o método a ser utilizado e verifique quais as especificações referente a condições ambientais;
  • Certifique-se de que as pessoas que realizam as calibrações e medições foram treinadas;
  • Defina o número de ciclos de medições;
  • Saiba calcular o desvio padrão, pois ele fornece informações importantes quanto ao nível de qualidade do seu resultado;
  • Você pode realizar um estudo de R&R e considerar o mesmo no seu cálculo de IM;
  • Identifique as fontes de IM do tipo “A” e “B” e as trate com divisores recomendados, tendo em vista poder combinar em uma soma quadrática;
  • Após combinar as fontes calcule os graus de liberdade e em seguida certifique-se na tabela de student qual é o fator de abrangência K;
  • Agora você estará bem perto de ter a sua IM expandida, basta apenas multiplicar o K pela Incerteza Cominada e pronto, você terá o seu primeiro calculo de IM;
  • Elabore uma planilha em excel para ter seus estudos automatizados;
  • Valide a sua planilha e a proteja;
  • A dica final é que você não seja muito preciosista, pelo fato de que isto pode travar a implementação;
  • Aceite sugestões de clientes internos e externos, bem como de auditores e busque a melhoria continua todos os dias;

Para concluir, eu quero te lembrar que os estudos de incerteza de medição podem funcionar como validadores de métodos, principalmente quando se tratar de calibrações e medições não normalizadas.

Eu precisaria falar isso, mas a minha recomendação é que você inicie logo, pois você não deve estar fornecendo resultados sem ter uma segurança de que os mesmos são confiáveis.

Mas me diga agora o que você pensa sobre isto?

Você sabe estimar a variação das calibrações e medições que realiza?


Você precisa conhecer esta norma!

Olá

Atuo na área da Qualidade e Metrologia desde os meus 18 anos e ao longo deste período, interagindo com metrologistas de diferentes segmentos pude testemunhar muitas criticas ao fato do item que trata o assunto Controle de Equipamentos de Medição na ABNT/ISO 9001 ser muito sucinto e não muito esclarecedor, quanto ao que precisa ser feito para se ter um controle efetivo dos meios de medição.

Este artigo tem o objetivo de apresentar a Norma ABNT/ISO 10012. Trata-se de um importante documento que orienta quanto a validação e acompanhamento de equipamentos e métodos de medição, quanto a sua coerência de resultados e credibilidade.

Nesta norma é estipulado que a empresa deve estabelecer seus critérios e práticas que garantem o desempenho e controle dos processos de medição, visando a obtenção de resultados de medição válidos e confiáveis. Estes critérios devem proporcionar a detecção imediata de desvios que excedam os limites de tolerância estabelecidos, e sua correção em tempo hábil.

O documento orienta quanto a necessidade de quem realiza medições, conhecer e definir:

  • Método para a escolha correta do instrumento no que se refere a resolução e capacidade;
  • Relatórios de validação do método ou programa de medição;
  • Estimativa de incerteza de medição;
  • Limites de erros permissíveis e critérios de aceitação;
  • Estudos de linearidade, tendência e robustez;
  • R&R e habilidade do operador.

Vivemos em um ambiente em que a prioridade é produzir e entregar, mas nós da área da metrologia, sabemos que entregar com qualidade é o mais importante.

Considerando este fato, penso que devemos validar a metodologia e os programas de medição, antes de entregar resultados para os clientes internos e externos, sejam estas medições realizadas com instrumentos básicos, dispositivos e principalmente com máquinas tridimensionais.

O fato de eu ter um equipamento calibrado e com incerteza baixa não quer dizer que a minha medição também irá ter variações baixas, pois isto irá depender por exemplo da fixação, erro de forma, área de contato, temperatura entre outros fatores que podem estar influenciando na qualidade do meu resultado.

Tenho certeza que muitos dirão, mas não tenho tempo para fazer isto, mas em contra partida se contabilizarmos o tempo que se perde discutindo qual a medição está correta ou o que causou a reprovação ou o pior quando se libera um lote e depois ocorrem reclamações e não conformidades.

Penso que a ISO 10012 é uma oportunidade e um norte para a busca de uma especialização maior dos metrologistas, no sentido de conhecer mais e dominar a sua atividade, assim como fazem os profissionais da área médica, direito, psicologia enfim, na minha opinião precisamos sempre estar a frente em conhecimento e não fazer apenas o que nos é cobrado em auditorias.

Já vi este trabalho ser muito bem feito em algumas empresas e o resultado é mais foco e investimento na qualidade de resultados e menor necessidade de assistência técnica e tratamento de não conformidades.

Este modelo de ver a metrologia lhe interessou?

Você pode comentar aqui ou compartilhar com colegas, pois tenho como objetivo contribuir com uma maior valorização e investimento na nossa atividade, pois sei o quanto é importante segurança e responsabilidade ao gerar resultados de medição.