Erros que acontecem na emissão de certificados

O certo seria você calibrar um instrumento e identificar os erros da sua escala, mas muitas vezes ocorrem erros no conteúdo deste documento.

Eu sou Mauro Duarte e tenho 25 anos de experiência em Laboratórios credenciados pelo INMETRO e já precisei analisar o conteúdo e avaliar milhares de certificados. Vou neste breve artigo relatar para vocês os principais problemas que podem ocorrer neste processo.

Termos e Siglas: Utilize os mesmos termos e siglas adotados pelo VIM – Vocabulário Internacional de Metrologia e da norma de calibração.

Criação do modelo: É muito importante após criar o certificado revisar se o mesmo contém todas as informações requeridas não somente pela norma de gestão (ISO 17025), mas pela norma específica de calibração, pois se o modelo estiver errado certamente muitos certificados serão emitidos erroneamente até que alguém perceba o problema;

Validação e proteção: Após inserir as fórmulas é preciso validar se os mesmos foram elaborados corretamente;

Proteção: É importante impedir o acesso ao conteúdos e fórmulas dos certificados, ficando livre para digitação somente os campos necessários para a sua execução;

Transcrição de dados: Evite “anotar a mão” e depois digitar sempre que possível integre o equipamento com a sua planilha/certificado;

Identificação: Muitas vezes o número gravado no instrumento não está bem legível e isto pode gerar erros nos certificados, cabendo ao executor da calibração dar uma atenção especial para este requisito.

Padronização: Normalmente as empresas utilizam siglas, ponto, hífen ou barra ao definir o padrão de numeração e é necessário que no certificado conste exatamente o que esta gravado no instrumento, sendo que até mesmo um espaço indevido pode gera problemas, principalmente na localização do instrumento em um software por exemplo.

Rastreabilidade: Não tem coisa pior do que calibrar um instrumento com um padrão vencido, mas acredite que isto ocorre com uma frequência maior do que se pensa. O gestor deve estar atento aos prazos de calibração mas também precisa garantir que o modelo de certificado seja atualizado.

Unidades: Alguns laboratórios misturam a unidade de medida que consta no certificado com valores percentuais de incerteza o que acaba gerando dúvidas e erros para a pessoa que irá posteriormente avaliar o certificado. Já constatei isto com uma certa frequência em certificados de manômetros, vacuômetros e transdutores de pressão.

Número de casas decimais: É preciso definir a incerteza a ser apresentada e respeitar o número de casas decimais, tanto nos resultados, quanto nas incertezas relatadas.

Incerteza de Medição: Já verifiquei certificados no qual não constava a incerteza de medição. Este problema é muito grave, pois um certificado sem incerteza não tem validade ou pior ainda, já encontrei certificados com incerteza “zero”, penso que só pode ter sido problema de arredondamento no Excel.

A falta de incerteza de medição é muito comum em Certificados de Controle Dimensional de peças, pois muitos técnicos desconhecem esta necessidade, achando que apenas certificados de laboratórios externos precisam ter os seus resultados com as respectivas incertezas.

Você pode complementar esta minha lista considerando fatos que você já vivenciou.

Forte Abraço!

A importância de um certificado de calibração qualificado

Olá

A calibração dos instrumentos é de extrema importância no processo de controle e garantia da qualidade e o Certificado que expressa os resultados de deve ser muito bem elaborado e avaliado.

Mas afinal, o que é o certificado de calibração?

Trata-se de um documento oficial, originado a partir da atividade de Calibração, emitido por um Laboratório reconhecido e acreditado pelo Inmetro e com informações padronizadas pela norma NBR ISO/IEC 17025.

É muito importante que você fique atento se os seus certificados atendem aos requisitos normativos, evitando assim não conformidades.

A minha dica é que você utilize laboratórios acreditado pelo INMETRO, mas mesmo assim podem ocorrer eventuais falhas de conteúdo ou identificação.

Você irá precisar se preparar muito bem para avaliar e conferir na integra o certificado que o laboratório está lhe fornecendo.

E para isto criamos a nossa Lista de Verificação do Certificado de Calibração que você já deve ter recebido ao se cadastrar nos nossos canais.

Caso não tenha recebido nos solicite agora mesmo.

Qual a real importância do Certificado de Calibração?

Conforme o VIM – Vocabulário  Internacional de Termos Fundamentais e Gerais de Metrologia a calibração representa o conjunto de operações que estabelece, sob condições específicas, a relação entre os valores indicados por um instrumento de medição, sistema de medição ou valores representados por uma medida materializada ou material de referência, e os valores correspondentes às grandezas estabelecidas por padrões.

Podemos simplificar e dizer que “calibrar” significa levantar a curva de erro do instrumento e quando possível o ajustar.

O trabalho de calibração relata as condições reais do equipamento e não garante que o mesmo esta adequado ao uso pretendido, precisando ser realizada uma avaliação quanto a sua adequação ao uso.

Você sabia que você pode ter um instrumento da melhor marca e calibrado no melhor laboratório e com erros máximos dentro das especificações de norma e mesmo assim o instrumento não atender as suas necessidades?

Sim isto é verdade, pois irá depender principalmente da resolução do instrumento e das tolerâncias e especificações do seu processo.

Você precisa estar fortemente preparado não somente para escolher o instrumento certo, mas também para avaliar o certificado.

Não existe um instrumento perfeito e todos podem ter erros que ocorrem em função de sua construção e desta forma temos que em intervalos previamente estabelecidos, avaliar se os instrumentos apresentam resultados confiáveis e adequadas para que possamos tomar decisões.

Na avaliação do certificado você irá utilizar a maior soma de erro e incerteza e também é recomendável utilizar outra fontes de incerteza que possam influenciar nos resultados das medições, tais como:

Trena: Além do erro e incerteza do laboratório é uma fonte de incerteza a diferença da folga e da espessura do encosto;

Balança: Além do erro e incerteza o erro de excentricidade;

Micrômetro: Além do erro e incerteza é recomendável considerar os erros de paralelismo e planeza dos contatos.

Utilizei apenas estes 3 instrumentos como exemplo mas você que deseja se especializar no assunto poderá considerar outros fatores, tais como resolução, repetitividade e reprodutibilidade, linearidade, estabilidade, robustez… entre outros fatores que podem impactar nos seus resultados.

Você pode pensar que desta forma vai ficar complicado e reprovar tudo, mas eu te garanto que é preferível reprovar o instrumento para um processo e utilizar em outro com tolerâncias maiores do que reprovar lotes de peças produzidas não conformes por falta de qualidade na avaliação do certificado.

Outro ponto a se considerar é que teremos apenas um trabalho inicial para elaborar as planilhas que irão automatiza o estudo e desta forma o tempo será praticamente o mesmo do que se você usar um critério mais simplificado.

Então é isto! Fique muito atento ao conteúdo do certificado e a forma que o mesmos será utilizado.

É preciso ter fatos e dados!

Olá

Eu sou Mauro Duarte da DH10 Quality e tenho como meta neste artigo abordar o tema MSA – Análise de Sistemas de Medição, destacando a sua relevância no contexto do controle da qualidade.

Todos sabemos o quanto é importante analisar dados de medição e os comparar com os limites de controle estatísticos dos processos.

Ao meu ver é fundamental para todo o profissional que se serve destes dados, ter a capacidade de compilar estas informações de forma intuitiva e é importante também que este consiga determinar ações e ajustes com agilidade, visando reduzir desperdícios e peças não conformes.

A análise destes sistemas de medição também permite validar métodos e desenvolver experimentos, considerando variações de matéria prima, ajustes de máquinas, influências de operadores, entre outras características que possam impactar nos resultados.

A ISO 10012 parte 1 nos reforça quanto a importância de realizar estudos para identificar a repetitividade, reprodutibilidade, linearidade e estabilidade de sistemas de medição e o guia MSA da IATF 16949 nos traz o caminho das pedras para ter este controle nas nossas mãos.

A tomada de decisão baseada em dados estatísticos traz segurança e confiabilidade para quem deseja evidenciar na prática o nível de qualidade das suas medições.

A tendência dos resultados em relação a um valor de referência, bem como a dispersão de dados (variância) devem ser acompanhados de perto por quem deseja realizar estes estudos.

Independente de requisitos normativos penso que gerir os resultados das medições é a melhor forma para sabermos se os nossos investimentos foram corretos e se estamos atingindo os nossos objetivos e indicadores, bem como se estamos atendendo a requisitos dos nossos clientes.

Os principais objetivos e ganhos desta metodologia são:

– Maior confiabilidade;

– Conhecimento da real capacidade do instrumento;

– Controle preventivo do processo de medição;

– Redução de retrabalhos e perdas;

As variações estatísticos obtidas no estudo de MSA, podem ser utilizadas como componentes de Incerteza do tipo A, caso você deseje calcular a incerteza expandida das suas medições.

A realização de Estudos de MSA e IM certamente irão fazer a diferença no seu controle da qualidade e desta forma as decisões serão baseadas em fatos e dados e não apenas por intuição ou prevenção.

Você pode contar com a gente, caso deseje saber mais sobre estas metodologias.

Avaliação dos Certificados/Relatórios de Calibração, Análises e Ensaios.

Irei abordar neste artigo o tema Avaliação dos Certificados/relatórios de Calibração, Análises e Ensaios.

A ISO 17025 relata claramente o que deve constar nestes documentos e é a norma adotada pelo INMETRO para auditar laboratórios prestadores de serviços.

Você  realiza calibrações, análises ou ensaios internamente?

Então, você precisa dominar a ISO 17025 para estruturar adequadamente esta atividade no seu laboratório.

Terceiriza a calibração?

Caso você utilize serviços externos sugiro que contrate um laboratório acreditado pelo INMETRO, pois a probabilidade de teres problemas com as informações que constam no certificado são mínimas, mas claro, podem ocorrer falhas e por este motivo é sempre bom você ficar atento e revisar ao receber os certificados/relatórios.

O problema de utilizar laboratórios somente rastreados ao INMETRO é que nenhum organismo reconhecido avaliou a competência deste provedor para emitir tais documentos, gerando sérios problemas quanto a falta de dados importantes ou a inconsistência de informações, principalmente no que se refere a incerteza de medição.

O conteúdo do certificado estar normalizado é de extrema importância, mas como você irá avaliar estes certificados?

Qual será o seu critério de aceitação?

O primeiro passo é identificar os intervalos de tolerância do processo, é neste ponto que muitas vezes o metrologista ao ver as características do instrumento vê que herdou um problema, devido a “alguém” por “algum” motivo ter comprado errado o instrumento, pois suas características de resolução e/ou capacidade não condizem com os limites de processo.

As tolerâncias em boa parte dos casos, estão bem claras em desenhos e instruções de trabalho, mas muitas vezes estão apenas na cabeça de quem domina o processo, nestas situações é necessário ser um detetive ou arqueólogo, sendo que este problema é muito comum em processos de iniciais de controle e gestão metrológica.

Tendo os intervalos de tolerância e o certificado de calibração, é necessário extrair as informações do certificado para atestar que o instrumento está ou não adequado ao uso pretendido.

A grande maioria das empresas usa a seguinte equação/critério:

Emáx + IM  ≤  IT/3

Nesta equação acima são considerados apenas o erro e a incerteza na calibração do instrumento, comparando-se após com o IT do processo dividido por um fator de segurança que normalmente é adotado como 3.

Sabemos que existem outras variáveis que impactam na qualidade da calibração, análise ou ensaio, tais como a resolução, erro de forma, excentricidade, linearidade, robustez, repetibilidade, reprodutibilidade, variações térmicas, entre muitas outras coisas.

Enfim, são tantas fontes de incerteza que precisariam ser consideradas, que a maior parte dos metrologistas preferem ou precisam simplificar.

Com o advento da indústria 4.0 e a maior disponibilidade de softwares e sistemas de controle, tenho esperança que este panorama mude, pois será mais fácil de calcular as incertezas e variações em tempo real, fazendo com que a incerteza expandida seja possível de ser considerada.

Um desejo meu seria que as empresas adotassem a ISO 14253 e descontassem as incertezas das tolerâncias de processos, minimizando drasticamente os índices de perdas e retrabalhos, bem como as disputas entre as partes, quanto a conformidade ou a não conformidade das peças.

ISO 14253 – Parte 1

Segundo os dados do European Parliament Service a Indústria 4.0 irá influenciar consideravelmente a economia mundial, com potencial de gerar ganhos de eficiência de produção entre 6 e 8%.

Outro problema, é que boa parte dos metrologistas extraem da tabela de resultados o maior erro e a maior incerteza e isto é completamente equivocado, pois deve-se considerar no calculo a maior soma de erro e incerteza (em linha).

Vide exemplo:

Na tabela acima o correto é considerar:

Emáx = 0,6mm

IM = 0,2mm

Nos nossos treinamentos percebo que muitos metrologistas consideram de forma equivocada o maior erro e a maior incerteza independente do ponto (Emáx = 0,6mm e IM = 0,5mm), gerando avaliações incorretas e inconsistentes.

A minha dica final é que você e a sua equipe revisem se os conteúdos dos certificados e relatórios estão conforme a ISO 17025 e que sejam utilizados critérios de aceitação coerentes e que considerem a criticidade do processo.

Você pode deixar aqui os seus comentários e sugestões sobre este tema.

Forte abraço!

Meta Smart

O blog Qualidade em Foco está no ar e para expressar claramente os nossos objetivos, vamos iniciar as nossas atividades utilizando uma ferramenta muito útil para área da qualidade, especificamente para definir metas de melhorias e implementação de ações.

Você já ouviu falar do método Smart?

Esta metodologia foi criada por Peter Drucker, conhecido como o pai da moderna gestão de empresas. Mas, o que é exatamente esse método?

Profissionais da Qualidade, para terem sucesso em suas atividades, precisam ter objetivos bem estruturados e uma equipe bem focada. Essas metas devem seguir alguns critérios para que sejam elaboradas de forma clara, pois caso contrário, não serão executadas e, aí, vem a decepção e a ineficiência do trabalho.

No método SMART, metas e objetivos são definidos de forma bem articulada para permitir avanço. Para estruturar essas metas, ao invés de dar uma definição superficial do que o colaborador ou a equipe devem realizar, são utilizados cinco etapas com estimativas reais. São elas: Específico (S), Mensurável (M), Atingível (A), Relevante (R) e Temporal (T).

Cada uma dessas etapas ajuda a equipe a definir ações de forma mais estratégica, considerando, também, todas as informações disponíveis que podem se originar de diferentes fontes, tais como idéias oriundas de reuniões de rotina ou do planejamento estratégico, auditorias internas e externas, bem como de análises críticas.

Recentemente visitei uma grande Multinacional Americana, situada em Gravataí/RS e identifiquei nos seus registros de Tratamento de Não Conformidades o uso desta metodologia para clarificar e descrever metas de solução.

A meta SMART é um método criado para auxiliar na definição e alcance de melhores resultados.

Vamos detalhar melhor o significado de cada palavra que contempla este método:

Criar metas que forneçam margem para diferentes interpretações, prejudicam o entendimento e, tornam mais difícil a sua execução. Quando a equipe definir um objetivo ou meta, deve realizar isto de forma bem específica, ou seja, não basta apenas falar “disseminar o conhecimento na área da qualidade” sem especificar como fazer isso.

Podemos ser mais claros:

A equipe da DH0 tem como meta “disseminar o conhecimento na área da qualidade através de artigos, cases e vídeos, publicados no bloq Qualidade em Foco.

Definir números e indicadores são importantes, pois, a partir deles conseguimos mensurar se estamos conseguindo ou não o que pretendemos.

Podemos utilizar como exemplo que desejamos com este blog, atingir no mínimo 12.000 pessoas que desejam se aperfeiçoar na área da qualidade.

A meta deve ser realista, mas desafiadora, isto é, precisa tirar as pessoas da zona de conforto, mas ser executável. Muitos lideres criam metas inatingíveis e isto gera frustração.

Considerando o propósito do nosso blog, acreditamos ser factível, atingir a nossa meta, pois estamos convictos de que existe uma procura muito grande por aperfeiçoamento neste segmento.

Um outro fator que impacta muito na execução da meta é se ela é ou não relevante e se ela fará ou não diferença.

A equipe considera que esta atividade será de extrema relevância para todas as partes interessadas.

Perceber que o nosso esforço está impactando o sucesso de outras pessoas interessadas é fundamental para a nossa equipe.

O prazo para cumprir a meta é de extrema importância.

Toda meta deve ter um tempo para ser executada, mesmo que esse período seja flexibilizado. Trata-se de uma forma de registrar agilidade e de se planejar para novas metas.

Desta forma finalizamos a descrição da Meta do nosso Blog Qualidade em Foco:

Disseminar o conhecimento na área da qualidade através de artigos, cases e vídeos, publicados no bloq Qualidade em Foco, para no mínimo 12.000 pessoas, que desejam se aperfeiçoar na área da qualidade, certos de que existe uma procura por aperfeiçoamento neste segmento e de que esta atividade será de extrema relevância para todas as partes interessadas. Desejamos atingir estas pessoas no prazo de 1 ano.

Agora que você já sabe como funciona esta ferramenta você pode utilizar na definição das suas próximas ações. Tenho certeza que a sua equipe irá gostar, clarificar os seus objetivos e se engajar na realização dos desafios propostos.

Espero que tenham gostado deste nosso primeiro conteúdo.

Contamos com a sua participação através de comentários e sugestões de novos temas para abordarmos aqui.

Forte abraço e em breve teremos mais conteúdos sobre Qualidade.

Você precisa conhecer esta norma!

Olá

Atuo na área da Qualidade e Metrologia desde os meus 18 anos e ao longo deste período, interagindo com metrologistas de diferentes segmentos pude testemunhar muitas criticas ao fato do item que trata o assunto Controle de Equipamentos de Medição na ABNT/ISO 9001 ser muito sucinto e não muito esclarecedor, quanto ao que precisa ser feito para se ter um controle efetivo dos meios de medição.

Este artigo tem o objetivo de apresentar a Norma ABNT/ISO 10012. Trata-se de um importante documento que orienta quanto a validação e acompanhamento de equipamentos e métodos de medição, quanto a sua coerência de resultados e credibilidade.

Nesta norma é estipulado que a empresa deve estabelecer seus critérios e práticas que garantem o desempenho e controle dos processos de medição, visando a obtenção de resultados de medição válidos e confiáveis. Estes critérios devem proporcionar a detecção imediata de desvios que excedam os limites de tolerância estabelecidos, e sua correção em tempo hábil.

O documento orienta quanto a necessidade de quem realiza medições, conhecer e definir:

  • Método para a escolha correta do instrumento no que se refere a resolução e capacidade;
  • Relatórios de validação do método ou programa de medição;
  • Estimativa de incerteza de medição;
  • Limites de erros permissíveis e critérios de aceitação;
  • Estudos de linearidade, tendência e robustez;
  • R&R e habilidade do operador.

Vivemos em um ambiente em que a prioridade é produzir e entregar, mas nós da área da metrologia, sabemos que entregar com qualidade é o mais importante.

Considerando este fato, penso que devemos validar a metodologia e os programas de medição, antes de entregar resultados para os clientes internos e externos, sejam estas medições realizadas com instrumentos básicos, dispositivos e principalmente com máquinas tridimensionais.

O fato de eu ter um equipamento calibrado e com incerteza baixa não quer dizer que a minha medição também irá ter variações baixas, pois isto irá depender por exemplo da fixação, erro de forma, área de contato, temperatura entre outros fatores que podem estar influenciando na qualidade do meu resultado.

Tenho certeza que muitos dirão, mas não tenho tempo para fazer isto, mas em contra partida se contabilizarmos o tempo que se perde discutindo qual a medição está correta ou o que causou a reprovação ou o pior quando se libera um lote e depois ocorrem reclamações e não conformidades.

Penso que a ISO 10012 é uma oportunidade e um norte para a busca de uma especialização maior dos metrologistas, no sentido de conhecer mais e dominar a sua atividade, assim como fazem os profissionais da área médica, direito, psicologia enfim, na minha opinião precisamos sempre estar a frente em conhecimento e não fazer apenas o que nos é cobrado em auditorias.

Já vi este trabalho ser muito bem feito em algumas empresas e o resultado é mais foco e investimento na qualidade de resultados e menor necessidade de assistência técnica e tratamento de não conformidades.

Este modelo de ver a metrologia lhe interessou?

Você pode comentar aqui ou compartilhar com colegas, pois tenho como objetivo contribuir com uma maior valorização e investimento na nossa atividade, pois sei o quanto é importante segurança e responsabilidade ao gerar resultados de medição.