Fique ligado na escolha de Cabeçotes & Apalpadores para a sua 3D

Olá Pessoal,

Eu sou Mauro Duarte e Iniciei a minha carreira em 1989 no CETEMP – Centro Tecnológico de Mecânica de Precisão e tenho muito orgulho de ter atuado por 10 anos operando Máquinas Tridimensionais e equipamentos de extrema qualidade e precisão.

Neste artigo irei compartilhar com vocês alguns aspectos importantes, referente aos cabeçotes e apalpadores que envolvem o controle dimensional com o uso de MMCs.

Independente da Máquina e do cabeçote utilizado você terá que dar uma atenção muito especial na definição do dos sensores e elementos que irão permitir a medição de todas as cotas.

A norma ISO 10360-1 define que uma MMC deve utilizar um sistema de apalpamento com capacidade de determinar coordenadas espaciais na superfície da peça a ser medida e isto irá depender do que você deseja controlar e da maneira que você precisa referenciar a peça.

Você sabe qual é o coração de uma Máquina Tridimensional?

O Cabeçote!

O cabeçote é o principal componente do equipamento e é ele o principal responsável pela sua precisão e versatilidade.

O cabeçote pode ser fixo ou articulado e pode acompanhar um sistema que permite realizar o contato “ponto a ponto”
ou através de “varredura”.

Varredura x Ponto a ponto

Scanning-Produktivität

Tempo de medição:

Manual: 8 pontos em 15 segundos

Varredura: 1000 pontos em 12 segundos

Medição Manual

Alguns pontos definem somente parte da superfície da peça.

Medição com Varredura

Vai mostrar a geometria real da peça.

Cabeçotes Articulados:

Grande número de posições angulares possíveis.

Não necessita de configurações na maioria dos casos.

Cabeçotes Fixos:

Elevada precisão com alta velocidade de varredura/scanning.

Pode alcançar qualquer posição de elemento, pois permite o uso de prolongadores maiores e acessórios especiais para acessar cotas áreas de difícil acesso.

E se você me perguntar: Qual é o melhor?

Para responder eu terei que te fazer algumas perguntas, visando clarificar qual é o seu cenário em termos de tolerâncias, tamanhos de peças, quantidades dia… entre outros questionamentos muito importantes para que possamos juntos escolher o cabeçote ideal.

Sem contar que existe outras tecnologias que podem ser muito interessantes, tais como cabeçotes óticos, com uso de laser e outros que permitem até mesmo medir a rugosidade.

E quanto aos apalpadores?

Os apalpadores são de fundamental importância para o sucesso da medição, pois eles serão o elo de ligação entre a MMC e a peça a ser medida.

Cuidados na escolha dos apalpadores:

Inicialmente, verifique no manual do equipamento qual a capacidade máxima que o  seu cabeçote pode suportar. Sugiro que você tenha junto com a sua máquina uma balança de pequeno porte para realizar este controle.

Verifique também o comprimento máximo da combinação haste + apalpador que o seu cabeçote pode sustentar.

Defina o diâmetro da esfera, prolongadores e seus respectivos comprimentos, observando o seu desenho/modelo matemático e o que deve ser mensurado.

A minha principal dica é que você escolha uma marca de qualidade reconhecida e comprovada, pois um apalpador que não possua as propriedades físico mecânicas adequadas pode comprometer totalmente a vida útil do cabeçote.

O pior é que visualmente as marcas boas e as ruins são muito parecidas e de início parecem ter os mesmos resultados e incertezas, mas o problema é que pelo uso prolongado destes cabeçotes o seu cabeçote irá se comprometer e eu chamo isto de uma “Morte Lenta” do cabeçote.

Tenho visto muitas empresas negligenciarem este fato e serem surpreendidos com uma necessidade de troca do cabeçote precoce.

Fazendo uma analogia com os carros… Não é indicado comprar uma Mercedes-Benz e usar pneus de baixa qualidade e fora das especificações.

Invista em treinamento da sua equipe para evitar colisões.

Mantenha um estoque de apalpadores reservas assim como você faz com as ferramentas e acessórios produtivos, pois ambos não podem parar por falta de elementos.

Não podemos deixar de falar do magazine, pois ele será muito importante para agilizar o seu processo.

A utilização de Magazines possibilita uma troca rápida de apalpadores
e cabeçotes sem precisar montar e desmontar configurações.

Outro fator que irá impactar fortemente na sua estratégia de medição serão os elementos de fixação que você irá escolher, mas isto veremos no nosso próximo artigo.

Soluções para Fixação ZEISS

Espero que você tenha gostado deste artigo e e convido para comentar e tirar suas dúvidas sobre cabeçotes e sensores de medição.

A metrologia na nossa trajetória.

Sabemos que a Metrologia é a ciência das medições e que ela faz parte da nossa história, desde o nosso surgimento.

O que teria em comum a construção das Pirâmides Egípcias a espaçonave que levou o homem a lua?

Certamente em ambos os casos existiu uma Metrologia forte para fazer com que tudo se concretizasse.

Fiquei pensando sobre quando realizei as minhas primeiras medições e lembrei quando acompanhava o meu irmão Danilo nos treinos de atletismo no qual ele corria muito e eu com 9 anos apenas tinha a missão de cronometrar e medir o tempo no qual ele levava para correr 100m que éra por sinal a sua especialidade.

Passou o tempo e com 18 anos tive a oportunidade de ser escolhido pelo CETEMP – Centro Tecnológico de Mecânica de Precisão para estagiar em um dos principais laboratórios de Metrologia do país.

Eu recém havia ingressado na Eng. Mecânica e fiz a entrevista e logo após fui para o nosso litoral no qual eu costumava ficar muitas vezes de dezembro a fevereiro, quando uma vizinha bateu na porta da nossa casa, trazendo a notícia de que eu havia sido chamado para iniciar este desafio. Naquela época poucas pessoas tinham telefone na praia então a turma se ajudava e tudo se resolvia.

Em seguida muitas pessoas vieram conversar comigo interessadas em saber o que eu iria fazer neste Centro Tecnológico e a imaginação foi fértil, pois nem eu havia entendido muito bem o que seria.

Alguns vieram me perguntar se eu saberia tudo sobre o tempo?

Neste caso eu soube explicar que eram coisas diferentes.

Penso que as nossas escolas e universidades deveriam focar mais no ensino desta ciência, pois a Metrologia está presente nas indústrias, hospitais, farmácias, ruas, mercados, açougues, enfim em muitas coisas importantes.

Sou filho e neto de professores e tenho uma grande satisfação de poder disseminar o conhecimento nas áreas de Metrologia e Qualidade e tive um ano muito interessante no qual pude treinar pessoas de diferentes estados do Brasil no formato presencial e EAD.

Percebo uma evolução muito forte quanto ao interesse das pessoas por estes temas e posso dizer com certeza que tivemos um recorde de pessoas físicas se inscrevendo nos treinamentos e investindo no conhecimento com recursos próprios, pois nem sempre as empresas estão dispostas e com condições de investir.

A Metrologia esta cada vez mais saindo dos Laboratórios tradicionais e indo para o “chão de fábrica” e isto é fantástico, pois com o advento da indústria 4.0 precisamos investir em tecnologia e detectar falhas em tempo real, desperdiçando cada vez menos recursos humanos e materiais.

Eu acredito que a Metrologia ainda irá evoluir muito e que cada vez mais iremos usufruir dos benefícios do controle da qualidade e da precisão que ela provê.

E você quando realizou as primeiras medições?

Este último texto do ano tem o objetivo de ressaltar a importância da Metrologia e agradecer a todos que estiveram com a gente neste desafio de termos uma Metrologia cada vez mais forte no nosso país.Forte abraço e ótimas festas.

É preciso ter fatos e dados!

Olá

Eu sou Mauro Duarte da DH10 Quality e tenho como meta neste artigo abordar o tema MSA – Análise de Sistemas de Medição, destacando a sua relevância no contexto do controle da qualidade.

Todos sabemos o quanto é importante analisar dados de medição e os comparar com os limites de controle estatísticos dos processos.

Ao meu ver é fundamental para todo o profissional que se serve destes dados, ter a capacidade de compilar estas informações de forma intuitiva e é importante também que este consiga determinar ações e ajustes com agilidade, visando reduzir desperdícios e peças não conformes.

A análise destes sistemas de medição também permite validar métodos e desenvolver experimentos, considerando variações de matéria prima, ajustes de máquinas, influências de operadores, entre outras características que possam impactar nos resultados.

A ISO 10012 parte 1 nos reforça quanto a importância de realizar estudos para identificar a repetitividade, reprodutibilidade, linearidade e estabilidade de sistemas de medição e o guia MSA da IATF 16949 nos traz o caminho das pedras para ter este controle nas nossas mãos.

A tomada de decisão baseada em dados estatísticos traz segurança e confiabilidade para quem deseja evidenciar na prática o nível de qualidade das suas medições.

A tendência dos resultados em relação a um valor de referência, bem como a dispersão de dados (variância) devem ser acompanhados de perto por quem deseja realizar estes estudos.

Independente de requisitos normativos penso que gerir os resultados das medições é a melhor forma para sabermos se os nossos investimentos foram corretos e se estamos atingindo os nossos objetivos e indicadores, bem como se estamos atendendo a requisitos dos nossos clientes.

Os principais objetivos e ganhos desta metodologia são:

– Maior confiabilidade;

– Conhecimento da real capacidade do instrumento;

– Controle preventivo do processo de medição;

– Redução de retrabalhos e perdas;

As variações estatísticos obtidas no estudo de MSA, podem ser utilizadas como componentes de Incerteza do tipo A, caso você deseje calcular a incerteza expandida das suas medições.

A realização de Estudos de MSA e IM certamente irão fazer a diferença no seu controle da qualidade e desta forma as decisões serão baseadas em fatos e dados e não apenas por intuição ou prevenção.

Você pode contar com a gente, caso deseje saber mais sobre estas metodologias.

Sensibilização para a Importância da Metrologia

Olá

Não é uma tarefa fácil sensibilizar e motivar pessoas quanto a importância da Metrologia.

Se exercitarmos a empatia e nos colocarmos no lugar de gestores sentiremos uma pressão por redução de custos na compra, manutenção e calibração da instrumentação.

O usuário,  por outro lado, precisa ter ferramentas em que possa confiar e necessita ser treinado quanto ao uso e manuseio destes instrumentos.

É muito comum as empresas definirem uma pessoa que vai ter a responsabilidade de controlar os meios de medição, mas o problema é que muitas vezes este profissional fica perdido, correndo de um lado para o outro atrás de instrumentos extraviados ou tendo a surpresa de encontrar ferramentas de medição novas que não estavam no seu cadastro.

Existem cinco princípios que guiam as boas práticas de medição que foram definidos pelo NPL (National Physical Laboratory).

1 – Medição Certa: Medições somente devem ser realizadas para satisfazer requisitos bem especificados.

2 – Ferramenta adequada: Medições devem ser realizadas utilizando equipamentos e métodos que tenham demonstrado ser adequados para a finalidade.

3 – Pessoas preparadas: O pessoal que realiza a medição deve ser competente, qualificado e bem informado.

4 – Base teórica: Procedimentos de medição bem definidos e consistentes com normas nacionais e internacionais reconhecidas.

5 – Consistência: Medições realizadas em um local devem ser consistentes com aquelas realizadas em outros locais.

O fato é que a pessoa com a atribuição de controlar os instrumentos precisa estar preparada tanto tecnicamente quanto emocionalmente, pois irá precisar sensibilizar pessoas quanto a importância da Metrologia, isto é, precisa “trazer as pessoas para o seu lado”, fazendo com que todos estejam juntos neste controle.

Na minha opinião, o primeiro passo é envolver os lideres da área, definindo o que será calibrado com suas respectivas periodicidades. E penso que é também um ótimo momento para identificar os menores intervalos de tolerância dos processos;

Certifique-se de que todos os usuários saibam utilizar os instrumentos de forma adequada, pois o custo de manutenção é elevado quando o usuário o utiliza de forma inadequada, sem contar o risco de aprovar ou reprovar peças de forma indevida.

Neste processo além de ensinar a medir com o próprio instrumento podem ser utilizados modelos matemáticos que simulam as medições e leituras.

Disponibilize material para que o usuário possa manter o instrumento limpo e tenha um cuidado especial na forma de manuseio e armazenamento, sendo que para a limpeza de instrumentos básicos é muito comum o uso de álcool isopropílico com papel toalha ou pano de popeline.

O profissional designado para controlar a instrumentação precisa “vender o seu peixe” e motivar todos a se engajarem na sua missão de manter a metrologia em alto nível na organização.

Outro ponto importante é definir indicadores e metas relativos a:

– Extravio de instrumentos;

– Calibração de instrumentos;

–  Manutenção de instrumentos;

– Treinamento de usuários.

Acredito que tendo-se pessoas preparadas em todos os níveis será mais fácil de engajar toda a equipe no propósito de manter a metrologia em alto nível, trazendo confiança e qualidade de resultados que é o mais importante.

Fique a vontade para opinar e trazer sugestões para uma melhor gestão metrológica.


Avaliação dos Certificados/Relatórios de Calibração, Análises e Ensaios.

Irei abordar neste artigo o tema Avaliação dos Certificados/relatórios de Calibração, Análises e Ensaios.

A ISO 17025 relata claramente o que deve constar nestes documentos e é a norma adotada pelo INMETRO para auditar laboratórios prestadores de serviços.

Você  realiza calibrações, análises ou ensaios internamente?

Então, você precisa dominar a ISO 17025 para estruturar adequadamente esta atividade no seu laboratório.

Terceiriza a calibração?

Caso você utilize serviços externos sugiro que contrate um laboratório acreditado pelo INMETRO, pois a probabilidade de teres problemas com as informações que constam no certificado são mínimas, mas claro, podem ocorrer falhas e por este motivo é sempre bom você ficar atento e revisar ao receber os certificados/relatórios.

O problema de utilizar laboratórios somente rastreados ao INMETRO é que nenhum organismo reconhecido avaliou a competência deste provedor para emitir tais documentos, gerando sérios problemas quanto a falta de dados importantes ou a inconsistência de informações, principalmente no que se refere a incerteza de medição.

O conteúdo do certificado estar normalizado é de extrema importância, mas como você irá avaliar estes certificados?

Qual será o seu critério de aceitação?

O primeiro passo é identificar os intervalos de tolerância do processo, é neste ponto que muitas vezes o metrologista ao ver as características do instrumento vê que herdou um problema, devido a “alguém” por “algum” motivo ter comprado errado o instrumento, pois suas características de resolução e/ou capacidade não condizem com os limites de processo.

As tolerâncias em boa parte dos casos, estão bem claras em desenhos e instruções de trabalho, mas muitas vezes estão apenas na cabeça de quem domina o processo, nestas situações é necessário ser um detetive ou arqueólogo, sendo que este problema é muito comum em processos de iniciais de controle e gestão metrológica.

Tendo os intervalos de tolerância e o certificado de calibração, é necessário extrair as informações do certificado para atestar que o instrumento está ou não adequado ao uso pretendido.

A grande maioria das empresas usa a seguinte equação/critério:

Emáx + IM  ≤  IT/3

Nesta equação acima são considerados apenas o erro e a incerteza na calibração do instrumento, comparando-se após com o IT do processo dividido por um fator de segurança que normalmente é adotado como 3.

Sabemos que existem outras variáveis que impactam na qualidade da calibração, análise ou ensaio, tais como a resolução, erro de forma, excentricidade, linearidade, robustez, repetibilidade, reprodutibilidade, variações térmicas, entre muitas outras coisas.

Enfim, são tantas fontes de incerteza que precisariam ser consideradas, que a maior parte dos metrologistas preferem ou precisam simplificar.

Com o advento da indústria 4.0 e a maior disponibilidade de softwares e sistemas de controle, tenho esperança que este panorama mude, pois será mais fácil de calcular as incertezas e variações em tempo real, fazendo com que a incerteza expandida seja possível de ser considerada.

Um desejo meu seria que as empresas adotassem a ISO 14253 e descontassem as incertezas das tolerâncias de processos, minimizando drasticamente os índices de perdas e retrabalhos, bem como as disputas entre as partes, quanto a conformidade ou a não conformidade das peças.

ISO 14253 – Parte 1

Segundo os dados do European Parliament Service a Indústria 4.0 irá influenciar consideravelmente a economia mundial, com potencial de gerar ganhos de eficiência de produção entre 6 e 8%.

Outro problema, é que boa parte dos metrologistas extraem da tabela de resultados o maior erro e a maior incerteza e isto é completamente equivocado, pois deve-se considerar no calculo a maior soma de erro e incerteza (em linha).

Vide exemplo:

Na tabela acima o correto é considerar:

Emáx = 0,6mm

IM = 0,2mm

Nos nossos treinamentos percebo que muitos metrologistas consideram de forma equivocada o maior erro e a maior incerteza independente do ponto (Emáx = 0,6mm e IM = 0,5mm), gerando avaliações incorretas e inconsistentes.

A minha dica final é que você e a sua equipe revisem se os conteúdos dos certificados e relatórios estão conforme a ISO 17025 e que sejam utilizados critérios de aceitação coerentes e que considerem a criticidade do processo.

Você pode deixar aqui os seus comentários e sugestões sobre este tema.

Forte abraço!

Como seria bom se as peças fossem perfeitas!

Resultado de imagem para cilindro cone circulo elipse

Como seria bom se as peças fossem perfeitas!

Você já imaginou se ao produzirmos uma peça ela fosse perfeita?

Que bom seria se elas não tivessem qualquer tipo de erro de forma, mas sabemos que isto é apenas um sonho.

Acontece que as empresas estão se dando conta quanto a importância deste controle e estão buscando cada vez mais se equipar com Tridimensinais CNC/Scanning, Medidores de Forma, Digitlizadores e equipamentos cada vez mais sofisticados.

É muito importante que o Metrologista esteja treinado e atualizado quanto as normalização referente a este tema, bem como saiba interpretar resultados e definir estratégias de medição adequadas.

Nestes anos todos já vi muitos técnicos falharem ao aprovar ou reprovar peças, não considerando a geometria da peça e não estimando uma incerteza de medição adequada.

Os erros geométricos impactam diretamente nos resultados e a forma de definilos segue regras que variam dependendo do tipo de peça e de suas referências espaciais.

Sabe quantos pontos devem ser definidos para gerar estes elementos?

A norma BS7172: 1989 recomenda o número de pontos apalpados por elemento:

Não recomendo máquinas de medição manuais para a medição de erros geométricos, pois a amostragem de pontos é muito pequena e acaba não representado a forma real da peça, sem contar o problema da falta de repetibilidade.

Veja a seguinte comparação no caso de medições com tridimensional manual x CNC:

Scanning-Produktivität

Tempo de medição:

Manual: 8 pontos em 15 segundos

Scanning: 1000 pontos em 12 segundos

Então a dica é investir em equipamentos qualificados e capacitar pessoas, pois somente assim você ficará tranquilo quanto a qualidade das suas medições.

Os softwares das Tridimensionais possuem equações matemáticas inseridas que definem estes elementos, mas o ideal é antes de programar uma medição fazer alguns testes para se certificar que a sua medição esta correta.

Além de saber utilizar os recursos de software é importante o técnico saber calcular os elementos matemáticamente, visando validar os cálculos e o programa antes da sua implementção.

Um livro muito interessante para você se interar de como os elementos são criados é o Geometria Analítica – Steinbruch e Winterle.

Então pessoal espero que tenham gostado deste artigo e fico a sua disposição, caso deseje trocar alguma ideia sobe este assunto.

Forte Abraço!


O resultado de medição deve acompanhar uma estimativa da Incerteza.

Olá

Eu sou Mauro Duarte e vou abordar neste artigo o tema Incerteza de Medição. Não é mais possível admitir que uma empresa que realiza medições não execute estudos específicos para expressar a Incerteza de Medição em seus relatórios.

Um resultado sem a sua estimativa de incerteza ao lado não possui credibilidade.

Sério, isso é vital para tornar mais confiáveis as medições.

Mas porque estes cálculos são importantes?

Toda a medição está sujeita a alguma variação. Um resultado de medição só é completo se for acompanhado por uma declaração de incerteza na medição. Estas variações podem ser oriundas do instrumento de medição, do item que está sendo medido, do ambiente, do operador e de outras fontes, sendo que tais incertezas podem ser estimadas usando análise estatística de um conjunto de medidas e usando outros tipos de informações físicas sobre o processo de medição. Existem regras estabelecidas para calcular uma estimativa geral de incerteza a partir dessas informações individuais.

Este cálculo é fundamental porque permite uma estimativa referente a variação do resultado, bem como o quanto podemos confiar e tomar decisões de aprovação ou reprovação de produtos e serviços.

A omissão da área Metrológica, nesse processo pode ser uma falta grave, gerando prejuízos para a organização, bem como a perda da confiança de clientes internos e externos.

A utilização desta metodologia é intimidada pelo fato de parecer complexa e de difícil implementação. Bobagem!

Não é nenhum “bicho de 7 cabeças”. É uma construção que pode ser realizada de forma gradativa, pois não precisamos virar cientistas malucos de uma hora para outra.

Comece agora escolhendo um processo de medição relevante, no qual você conhece e sabe que existem fatores que podem estar influenciando nos resultados.

Você pode reunir a sua equipe e fazer um brainstorm sobre possíveis influencias ou se preferir pode utilizar a ferramenta “Espinha de Peixe”.

Faça o seu melhor com os recursos que você tem disponíveis.

Não há desculpa para não começar!

Para te ajudar com isso, vim aqui compartilhar os meus aprendizados em anos de atuação com calibração e controle dimensional:

  • Defina qual a metologia que você irá utilizar para calcular a incerteza de medição, sendo que no Brasil o guia mais utilizado é o EA-4/02;
  • Certifique-se de que a resolução do instrumento é compatível com a tolerância do processo. Você pode utilizar a regra dos “10” declarada no Guia MSA da ISO 16949;
  • Tenha todos os instrumentos e padrões utilizados calibrados em laboratórios confiáveis e rastreados a organismos oficiais e reconhecidos;
  • Defina a norma e o método a ser utilizado e verifique quais as especificações referente a condições ambientais;
  • Certifique-se de que as pessoas que realizam as calibrações e medições foram treinadas;
  • Defina o número de ciclos de medições;
  • Saiba calcular o desvio padrão, pois ele fornece informações importantes quanto ao nível de qualidade do seu resultado;
  • Você pode realizar um estudo de R&R e considerar o mesmo no seu cálculo de IM;
  • Identifique as fontes de IM do tipo “A” e “B” e as trate com divisores recomendados, tendo em vista poder combinar em uma soma quadrática;
  • Após combinar as fontes calcule os graus de liberdade e em seguida certifique-se na tabela de student qual é o fator de abrangência K;
  • Agora você estará bem perto de ter a sua IM expandida, basta apenas multiplicar o K pela Incerteza Cominada e pronto, você terá o seu primeiro calculo de IM;
  • Elabore uma planilha em excel para ter seus estudos automatizados;
  • Valide a sua planilha e a proteja;
  • A dica final é que você não seja muito preciosista, pelo fato de que isto pode travar a implementação;
  • Aceite sugestões de clientes internos e externos, bem como de auditores e busque a melhoria continua todos os dias;

Para concluir, eu quero te lembrar que os estudos de incerteza de medição podem funcionar como validadores de métodos, principalmente quando se tratar de calibrações e medições não normalizadas.

Eu precisaria falar isso, mas a minha recomendação é que você inicie logo, pois você não deve estar fornecendo resultados sem ter uma segurança de que os mesmos são confiáveis.

Mas me diga agora o que você pensa sobre isto?

Você sabe estimar a variação das calibrações e medições que realiza?


Você precisa conhecer esta norma!

Olá

Atuo na área da Qualidade e Metrologia desde os meus 18 anos e ao longo deste período, interagindo com metrologistas de diferentes segmentos pude testemunhar muitas criticas ao fato do item que trata o assunto Controle de Equipamentos de Medição na ABNT/ISO 9001 ser muito sucinto e não muito esclarecedor, quanto ao que precisa ser feito para se ter um controle efetivo dos meios de medição.

Este artigo tem o objetivo de apresentar a Norma ABNT/ISO 10012. Trata-se de um importante documento que orienta quanto a validação e acompanhamento de equipamentos e métodos de medição, quanto a sua coerência de resultados e credibilidade.

Nesta norma é estipulado que a empresa deve estabelecer seus critérios e práticas que garantem o desempenho e controle dos processos de medição, visando a obtenção de resultados de medição válidos e confiáveis. Estes critérios devem proporcionar a detecção imediata de desvios que excedam os limites de tolerância estabelecidos, e sua correção em tempo hábil.

O documento orienta quanto a necessidade de quem realiza medições, conhecer e definir:

  • Método para a escolha correta do instrumento no que se refere a resolução e capacidade;
  • Relatórios de validação do método ou programa de medição;
  • Estimativa de incerteza de medição;
  • Limites de erros permissíveis e critérios de aceitação;
  • Estudos de linearidade, tendência e robustez;
  • R&R e habilidade do operador.

Vivemos em um ambiente em que a prioridade é produzir e entregar, mas nós da área da metrologia, sabemos que entregar com qualidade é o mais importante.

Considerando este fato, penso que devemos validar a metodologia e os programas de medição, antes de entregar resultados para os clientes internos e externos, sejam estas medições realizadas com instrumentos básicos, dispositivos e principalmente com máquinas tridimensionais.

O fato de eu ter um equipamento calibrado e com incerteza baixa não quer dizer que a minha medição também irá ter variações baixas, pois isto irá depender por exemplo da fixação, erro de forma, área de contato, temperatura entre outros fatores que podem estar influenciando na qualidade do meu resultado.

Tenho certeza que muitos dirão, mas não tenho tempo para fazer isto, mas em contra partida se contabilizarmos o tempo que se perde discutindo qual a medição está correta ou o que causou a reprovação ou o pior quando se libera um lote e depois ocorrem reclamações e não conformidades.

Penso que a ISO 10012 é uma oportunidade e um norte para a busca de uma especialização maior dos metrologistas, no sentido de conhecer mais e dominar a sua atividade, assim como fazem os profissionais da área médica, direito, psicologia enfim, na minha opinião precisamos sempre estar a frente em conhecimento e não fazer apenas o que nos é cobrado em auditorias.

Já vi este trabalho ser muito bem feito em algumas empresas e o resultado é mais foco e investimento na qualidade de resultados e menor necessidade de assistência técnica e tratamento de não conformidades.

Este modelo de ver a metrologia lhe interessou?

Você pode comentar aqui ou compartilhar com colegas, pois tenho como objetivo contribuir com uma maior valorização e investimento na nossa atividade, pois sei o quanto é importante segurança e responsabilidade ao gerar resultados de medição.